PF prende homem foragido há 24 anos da Justiça espanhola


SÃO PAULO. Um foragido da Justiça espanhola há 24 anos foi preso pela Polícia Federal em São Paulo na noite de quarta-feira. O homem, de nacionalidade espanhola, havia sido condenado por cinco homicídios e quatro tentativas de homicídio em Madrid, em 1977, em ação que ficou conhecida na Espanha como o Massacre de Atocha – ato terrorista de extrema-direita praticado contra advogados trabalhistas e integrantes do Partido Comunista da Espanha, que na época ainda era ilegal. O crime ocorreu na Calle de Atocha, onde fica a maior estação de trem da Espanha. O grupo terrorista, formado por três homens, invadiu o escritório de advocacia, que ficava no número 55 da rua, e abriu fogo contra as pessoas que lá estavam. Quatro advogados e um estagiário morreram. A Polícia Federal descobriu que o homem estaria morando no Brasil com identidade falsa e passou a investigar o paradeiro dele, por meio do grupo de agentes federais que atua na Interpol. Foi identificada uma residência no bairro da Barra Funda, na capital paulista. A operação para prendê-lo foi realizada no início da noite de ontem. O crime foi cometido por Fernando Lerdo de Tejada, Carlos Garcia Juliá e José Fernández Cerrá. Fernando Lerdo de Tejada recebeu permissão para sair da prisão num fim de semana e nunca mais retornou. Uma reportagem do El País, de 2017, afirma que ele teria conseguido documentos falsos e teria fugido para a América do Sul. Parentes de Tejada disseram nunca ter tido notícias dele.Segundo a reportagem do El País, os outros dois acusados foram condenados a 193 anos de prisão cada um. José Fernández Cerrá ficou preso por 15 anos e obteve liberdade condicional em 1992. Carlos Garcia Juliá ficou preso por 14 anos e depois foi para o Paraguai, onde voltou a ser detido por tráfico de drogas.
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