PF pedirá mais 15 dias para finalizar caso que investiga responsável por dar facada em Bolsonaro 


BRASÍLIA – A Polícia Federal pedirá mais 15 dias de prazo para finalizar a investigação que apura a facada que Adélio Bispo dos Santos deu no candidato à presidente Jair Bolsonaro (PSL) na semana passada. Como Oliveira, que foi preso em flagrante, está preso, os investigadores têm no máximo um mês para concluir o inquérito. Com o pedido, o relatório final sobre o caso está previsto para ser finalizado no início de outubro. Já que a data cai em um sábado, o material pode ser finalizado na sexta-feira (7/10), véspera do primeiro turno, ou um dia após a votação, na segunda. BolsonaroLEIA: Após ataque ao pai, Flávio Bolsonaro faz agenda em Campo Grande com colete à prova de balasAlém disso, a PF abrirá uma nova frente de investigação em que continuará levantando as conexões de Oliveira com outras pessoas para concluir se o atentado envolveu outros autores ou mandantes. Como o GLOBO informou nesta semana, a PF já estudava abrir um segundo inquérito que deve explorarcomo o responsável pela facada em Bolsonaro se sustentava financeiramente e se havia alguém que o financiava.O auto de apreensão das buscas realizadas no quarto da pensão Oliveira vivia, obtido pelo GLOBO, mostra que os policiais apreenderam um cartão de crédito internacional do Itaú, dois cartões da Caixa Econômica Federal (um de conta corrente e outro de conta poupança), além de extratos dos dois bancos em nome dele. Também foi encontrado um recibo em nome dele no valor de R$ 430. MAIS: Com Bolsonaro hospitalizado, campanha lança vídeos para reforçar candidaturaDATAFOLHA: Bolsonaro lidera com 26% das intenções de votoFontes ligadas ao inquérito relataram que a PF pediu a quebra de sigilo bancário dessas contas na tentativa de descobrir de onde vem o dinheiro de Oliveira e o crédito para manter esses cartões. Oliveira passou por 12 empregos nos últimos sete anos, não permaneceu mais de três meses em nenhum deles, e estava desempregado quando atacou o candidato.Até o momento, porém,a PF não encontrou indícios de que há outros envolvidos no atentado, segundo investigadores envolvidos no caso. Na quinta-feira (6), Oliveira deu uma facada em Bolsonaro durante um ato de campanha do candidato em Juiz de Fora, Minas Gerais. Ele foi preso em flagrante e levado há uma semana para um presídio federal de segurança máxima em Mato Grosso do Sul. Bolsonaro segue internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo e seu quadro é estável.
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