Pezão aceita pedido de exoneração de secretário de Governo preso em ação da PF


RIO – O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, aceitou o pedido de exoneração de seu atual secretário de Governo, Affonso Monnerat, preso na quinta-feira durante a operação Furna da Onça, da Polícia Federal. Monnerat é acusado de fazer parte de um esquema de compra de votos e troca de cargos que envolve dez deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e acontece desde o segundo mandato do ex-governador Sergio Cabral.

Em nota, o governo afirma que Pezão também determinou a exoneração dos demais servidores citados na operação: Carla Adriana Pereira, Shirley Aparecida Martins da Silva e o presidente do Detran, Leonardo Jacob. Furna da onça 09/11

“O governador reitera que não tem conhecimento dos fatos e tampouco do teor das acusações imputadas a esses servidores. O governador reafirma sua confiança na inocência do ex-secretário Affonso Monnerat”, diz ainda a nota.

Na ação da PF, realizada na quinta-feira, 22 pessoas foram presas, entre elas 7 deputados estaduais e um vereador. Outros três deputados também tiveram a prisão decretada, mas já estavam presos. Os agentes estiveram em 40 endereços da cidade, entre eles a Alerj, o Palácio Guanabara e a Câmara dos Vereadores.

Homem de confiança de Pezão

Homem de confiança do governador, Affonso Monnerat, de 57 anos, era secretário de Governo desde 2012 e tinha como função a interlocução com a Alerj e as prefeituras, além de ser o responsável pela articulação do gabinete do governador com as demais secretarias. Em março do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Quinto do Ouro, também parte da Lava-Jato, ele foi levado coercitivamente para depor.

O secretário de Governo foi citado na delação do ex-presidente do TCE-RJ. Jonas Lopes disse que se encontrou com Pezão, já como governador, no Palácio Guanabara, para saber quem seria o interlocutor do governo para os repasses ao tribunal. Segundo o ex-conselheiro, o governador deu o nome de Monnerat. À época, o secretário de Governo afirmou, em nota, desconhecer o teor das investigações e disse que não ia comentá-las. Depois da ação, Pezão chegou a afirmar que tinha total confiança no secretário e que ele ia continuar no governo.

Affonso Monnerat chegou ao governador pelas mãos do ex-presidente da Alerj Paulo Melo (MDB), de quem foi chefe de gabinete entre 1995 e 2004. Melo, que já está preso, é alvo de novo mandado de prisão nesta quinta-feira.Monnerat saiu do cargo no gabinete do emedebista para disputar a Prefeitura de Bom Jardim, na Região Serrana, sendo eleito e reeleito. No segundo mandato, deixou a administração municipal para se tornar subsecretário da Região Serrana. A nomeação aconteceu após a tragédia das chuvas na serra.

Monnerat responde junto com Hudson Braga , outro homem da confiança de Pezão que já foi preso pela Lava-Jato, a um processo por irregularidades na contratação de empresas para a reconstrução de pontes após a tragédia. A ação corre na Vara Federal de Nova Friburgo. Homem de bastidor, o secretário é avesso à exposição pública e evita até almoços e jantares oficiais. Saiba quem são os deputados da Alerj alvos da Lava-jato


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