Pesquisadores avaliam a evolução da fauna e da flora na APA Costa dos Corais, entre AL e PE

Série de reportagens da TV Gazeta percorreu toda a extensão da APA para mostrar o trabalho de preservação da fauna e da flora e os resultados alcançados por pesquisadores. Confira uma expedição na Costa dos Corais que fica entre Alagoas e Pernambuco
O AL TV 1ª Edição começou a exibir nesta terça-feira (25) uma série de reportagens sobre a maior unidade de conservação federal costeiro-marinha do Brasil, a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APA).
A área tem 120 quilômetros de extensão, e passando por 13 municípios entre os estados de Alagoas e Pernambuco, e é alvo do trabalho de pesquisadores. Eles analisam e auxiliam na preservação da fauna e da flora da região.
“São 413 mil hectares, com uma biodiversidade incrível, né? Nossa qualidade de vida seria muito prejudicada se a gente não contasse com esses ambientes naturais protegidos”, afirma Iran Normande, chefe da APA Costa dos Corais.
A equipe da TV Gazeta percorreu vários muncípios. A expedição começou em Tamandaré, uma cidade do Sul de Pernambuco, com mais de 20 mil habitantes.
Durante muito tempo a exploração desordenada degradou os recifes de corais e afastou predadores que garantiam o equilíbrio da vida marinha nessa região.
Em 1999, dois anos após a criação da APA, Tamandaré teve a primeira área fechada da Costa dos Corais. O acesso de pescadores e banhistas foi proibido.
“Os levantamentos iniciais mostraram que a área estava muito degradada em função de vários impactos humanos, sejam eles relacionados a pesca, turismo e atividades náuticas. Houve uma reação muito grande da comunidade, que aos poucos foi sendo minimizada, em função dos resultados que os trabalhos mostraram”, afirma Leonardo Messias, coordenador da ICMBio.
Pesquisadores avaliam o resultado do trabalho de preservação na APA Costa dos Corais, entre Alagoas e Pernambuco
Reprodução/TV Gazeta
Em pouco tempo, o coral de fogo, raro na paisagem marinha, brotou nos recifes. E, aos poucos, os peixes voltaram a aparecer. “Espécies que não apareciam mais aqui começaram a aparecer, como o mero, a barracuda, peixes maiores voltaram a aparecer. Aumentou muito a população de polvos, aumentou cinco vezes o número de lagostas e outras espécies de peixe que eram mais raras aqui”, diz.
Mas os biólogos queriam mais: era preciso entender o comportamento dos peixes. Eles implantaram transmissores para observar duas espécies e monitoram a localização dos cardumes com a ajuda de receptores acústicos.
“Nós conseguimos duas respostas. O peixe papagaio é um herbívoro, ele nada bastante, se desloca bastante. Eles estão sendo protegidos dentro da área fechada e chegam a um momento que eles saem. Fornecendo, então, pescado pra comunidade local. Com a baúna a gente vê uma resposta um pouco diferente, ela permance muito mais tempo dentro da área fechada”, afirma o biólogo Daniel Lino.
Em uma região de cavernas formadas por um bloco enorme de recifes de corais os pesquisadores instalaram uma câmera para ampliar o monitoramento que há quase três anos passou a contar também com imagens subaquáticas gravadas sem intervalos. Isso graças à placa de energia solar que mantém o equipamento carregado embaixo d’água.
“Essas imagens servem pras atividades de educação ambiental. Como as pessoso não podem visitar essa área, o registro a gente mostra em palestras, filmes, nas escolas e pras pessoas que visitam o nosso centro de pesquisa”, afirma Leonardo Messias.
No início, os pescadores resistiram às mundanças, mas hoje não apenas entendem a importância desse trabalho como ajudam com informações valisosas.
“Já tem essa parceria da gente fornecer os dados, né. Pra que no futuro a gente saiba o que foi que a gente produziu no passado e o que agente tá produzindo hoje”, diz o presidente da Colônia de Pescadores, Severino dos Santos.
Pesquisas permitem observar o comportamento da vida marinha na área de preservação
Reprodução/TV Gazeta
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