Pedal pela Paz reúne ciclistas no Centro do Rio

76579529_CI Rio de Janeiro RJ 06-05-2018 - Corrida Pedal da Paz na Praça Mauá Pedindo mais educação.jpgRIO – Cerca de 200 de pessoas se reuniram na manhã deste domingo na Praça Mauá, no Centro do Rio, para participar do Pedal da Paz. Os ciclistas percorrem pontos turísticos da região para chamar atenção para a convivência pacífica entre motoristas, pedestres e fãs de bicicleta.

Fundador da Comissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio de Janeiro, que organiza o evento há cinco anos, Raphael Pazos explica que o trânsito está cada vez mais violento:

— As pessoas estão sem paciência e acabam não respeitando a vida. Não existe motorista, ciclista e pedestre, somos todos cidadãos. O importante é a integração. Há falta de conhecimento sobre os direitos do ciclista. Procuramos o poder público para mostrar nossas necessidades. A bicicleta contribui para o meio ambiente e fluidez do trânsito — diz.

Diretor de educação no trânsito do Detran, Jorge Antonio Barros Oliveira destaca que o órgão quer mais conscientização de motoristas e pedestres:

— A gente quer mostrar os direitos e deveres de cada um — resume.

Fábio Silva, de 41 anos, adaptou o veículo para chamar atenção à importância da educação no trânsito. O bombeiro saiu de Paracambi, de trem, para participar do evento:

— Já fui atropelado três vezes. Na Baixada Fluminense, os desafios são três vezes maiores do que na cidade do Rio — afirma.

Presidente da Associação de Ciclistas do Estado do Rio, Marcelo Leal valoriza os reflexos positivos das pedaladas:

— Há uma Melhora na saúde e no condicionamento físico — diz.

A administradora Maria Laura Resende, de 56 anos, comprova:

— Comecei a andar há um ano e meio, e meus exames mudaram muito. Hoje, uso menos medicamentos e, apesar de diabética, não preciso mais aplicar insulina duas vezes ao dia. Uso a bicicleta para tudo e até vendi meu carro, porque vi que não usava mais, estava só pagando Ipva à toa — conta a moradora de Botafogo.

Braz Muniz, de 56 anos, e a filha, Julia, de 13, saíram de Jacarepaguá para a pedalada:

— É uma opção de lazer ótima, mas as pessoas ainda precisam ter mais respeito. Ônibus e caminhões não respeitam de forma alguma — lamenta o industriário.

A menina completa:

— Em ruas com trânsito, eu tenho muito medo.

O Pedal da Paz também foi o programa de Alexandre Henrique Vargas, de 45 anos, com a filha, Gabriela, de 11.

— Viemos de trem, de Campo Grande. Nós participamos de um grupo que se encontra quatro vezes por semana para pedalar. Já fomos até para Ilha Grande — diz.

A menina comemora que voltará a usar a bike ddiariamente, para ir ao colégio.

O técnico de telecomunicações Ribamar Carvalho, de 56 anos, que também participou do evento, é membro do coletivo Flash Bike dos Amigos.

— Pedalar em grupo traz visibilidade e, para os iniciantes, mais proteção. Além da diminuição na emissão dos gases poluentes, há a questão financeira de usar a bike em vez de transporte público. Eu não tenho carro, porque uso a bicicleta para tudo há uns oito anos. Isso melhora a mobilidade urbana e a qualidade de vida — afirma.


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