Para bancos, eleições presidenciais não devem impactar crescimento da economia este ano

75614817_Luiz Carlos Trabuco attends the World Economic Forum on Latin America in Sao Paulo Braz.jpgSÃO PAULO – As eleições presidenciais não devem impactar o crescimento da economia este ano, mas o próximo presidente terá que enfrentar o problema fiscal para que o país tenha um crescimento sustentável. A avaliação foi feita pelo presidente do Itaú Unibanco, Cândido Bracher, e endossada pelo presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. Eles participaram na manhã desta quarta-feira da abertura do Fórum Econômico Mundial, que acontece em São Paulo.

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Para Bracher, o Brasil vive um momento importante, com o país saindo da recessão e se preparando para crescer. O presidente do Itaú Unibanco avalia que a economia tem todas as condições de apresentar um crescimento sustentável no longo prazo, considerando que as inflação está sob controle, os juros estão baixos e o país tem reservas internacionais sólidas.

— O risco é fiscal. O desajuste nas contas públicas é o principal problema que vai confrontar o novo presidente. O quadro de candidatos é amplo, mas ainda não está claro. Mas vejo muitos com a preocupação sobre a situação fiscal. Minha expectativa é positiva nas eleições — disse Bracher.

Para Trabuco, as eleições são uma oportunidade de escolher um modelo de Estado que queremos.

— Com a eleição, temos a oportunidade de escolhermos um plano de governo que coloque o país para frente, com reformas. A aprovação do teto dos gastos do governo é importante, mas é insuficiente se as reformas não forem executadas. O desajuste fiscal faz com que o Estado tenha incapacidade de investir — afirmou.


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