Representantes de 7 presidenciáveis apresentam propostas sobre segurança em evento do Monitor da Violência

Participaram do evento em Brasília representantes de Alvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Lula (PT), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU). AVISO: nesta quarta de manhã, o G1 publicará os vídeos do evento. Representantes de candidatos à Presidência, em Brasília, durante debate sobre segurança pública organizado pelo Monitor da Violência, do G1
Gustavo Garcia/G1
Representantes de sete candidatos à Presidência da República apresentaram nesta terça-feira (21), em Brasília, propostas sobre segurança pública em um evento do Monitor da Violência, parceria do G1 com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP).
O Monitor da Violência tem por objetivo retratar a epidemia de violência no Brasil e apontar caminhos para resolvê-la.
Todos os 13 presidenciáveis foram convidados. Compareceram representantes de Álvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU).
A discussão foi dividida em três partes:
No primeiro bloco, os representantes dos candidatos responderam a duas perguntas: “Como pretende baixar o número de homicídios no Brasil?” e “Como pretende enfrentar a violência contra a mulher?”
No segundo bloco, os representantes responderam a perguntas formuladas pela plateia
Na última parte, os representantes fizeram as considerações finais.
O representante de Henrique Meirelles (MDB) chegou depois de iniciado o evento e, por isso, não participou de nenhum dos blocos. Ao final, ele respondeu às perguntas feitas no primeiro bloco, mas não abordou o tema da violência contra a mulher.
AVISO: nesta quarta de manhã, o G1 publicará os vídeos do evento.
Propostas
Confira abaixo as propostas apresentadas pelos representantes dos candidatos à Presidência, por ordem de apresentação:
TIAGO IVO ODON (Álvaro Dias – Pode)
Redução de homicídios – O representante de Álvaro Dias defendeu mudar o método atual de policiamento de “reativo” para “estratégico”, com métodos e metas. Tiago Ivo Odon disse ser necessário investimento em tecnologia, sistemas informatizados de estatísticas com manchas criminais para orientação do policiamento e informações em tempo real e avaliação das polícias. Ele também defendeu o “tripé” de “financiamento, indução e capacitação” e estabelecimento de metas para estados, condicionando a liberação de recursos ao cumprimento das metas. Ele também propôs a capacitação de policiais por meio de uma Academia Nacional de Polícia. Disse ainda que é preciso priorizar uma reforma do sistema prisional. “Quando retira de circulação [o criminoso], você reduz homicídios no período seguinte. Precisamos reformar prisões, ampliá-las, construir novas. Com aprisionamento, reduz-se homicídios” disse.
Violência contra a mulher – Sobre como pretende pretende enfrentar a violência contra as mulheres, Odon defendeu a criação de vagas em abrigos para vítimas de violência e também o policiamento comunitário.
GUARACY MINGARDI (Ciro Gomes – PDT)
Redução de homicídios – O representante de Ciro Gomes disse ser necessário retirar os “insumos” de crimes violentos, homicídio e feminicídio. Para isso, defendeu o controle do tráfico de armas e o policiamento das fronteiras. Guaracy Mingardi também defendeu a criação de uma Escola Nacional de Segurança Pública. “Lá, vamos capacitar policiais civis para investigação de homicídios”, declarou. Segundo ele, outra prioridade da escola será o trabalho para policiamento preventivo em áreas mais violentas. Ele também defendeu um sistema integrado de proteção a vítimas de violência e a testemunhas. Guaracy Mingardi disse que é preciso unificar o registro de armas no país, desenvolver um sistema de inteligência sobre armas, e ajudar no controle de armas legais.
Violência contra a mulher – Guaracy afirmou que, se o PDT assumir o Planalto, vai incentivar e ampliar a Ronda Maria da Penha, aumentar o número de delegacias da mulher e criar um protocolo para atendimento à mulher vítima de violência que tenha “atendimento, registro, exames, encaminhamento para médicos e psicólogos”.
LEANDRO PIQUET CARNEIRO (Geraldo Alckmin – PSDB)
Redução de homicídios – O representante de Geraldo Alckmin afirmou ser preciso investir na capacitação dos policiais com uma academia de polícia nacional e com um currículo básico de formação para policiais militares e civis, privilegiando boas práticas de investigação e de policiamento onstensivo. Ele também defendeu o desenvolvimento de metas que seja “efetivo”. “No que diz respeito a ter um objetivo, [queremos] chegar a uma taxa de 20 homicídios por 100 mil habitantes. É possível, é ousado, mas é possível reduzir em 35% os homicídios”, declarou. “Sem meta, a gente acorda de manhã sem saber o que tem que ser feito”, disse.
Violência contra as mulheres – Leandro Piquet Carneiro disse ser preciso criar um protocolo de atendimento a mulheres vítimas de violência e integrá-lo com outros setores, como saúde, direitos humanos e Justiça. “Esse protocolo dos sinais de violência, é importante que seja compartilhado”, afirmou.
CORONEL IBIS (Guilherme Boulos – PSOL)
Redução de homicídios – O representante de Guilherme Boulos disse que é necessário prevenir para reduzir o número de homicídios. Para isso, acrescentou, é preciso criar políticas públicas para jovens pobres por eles serem as “principais vítimas”. Coronel Ibis defendeu rever a emenda constitucional que limitou os gastos públicos por 20 anos para viabilizar investimentos na segurança pública. “Este monte de gente morta, 63 mil pessoas mortas, esse número assombroso, essa insegurança é muito mais um efeito, é uma febre [decorrente] da sociedade escravocrata que ainda somos”, afirmou. O representante de Boulos disse que a prevenção para homicídios passa pela melhoria de condição de vida dos mais pobres. “Precisa disputar o jovem pobre com o tráfico de drogas”, completou.
Violência contra a mulher – O representante de Guilherme Boulos defendeu mudar a cultura de que a mulher é “propriedade” do homem. Ele também disse que é preciso ter políticas públicas de assistência às mulheres vítimas de violência. “Prender os assassinos das mulheres é fundamental, para isso a gente precisa melhorar investigação”, concluiu.
PAULO TEIXEIRA (Lula – PT)
Redução de homicídios – O representante do ex-presidente Lula defendeu a integração de entes federativos, das polícias, do sistema de polícia com a justiça criminal, e de sistemas de prevenção. “É fundamental melhorar a polícia, fazer com que tenha maior conhecimento de técnicas investigativas”, disse. Ele defendeu, ainda, a diminuição das Operações de Garantia da Lei e da Ordem que, na avaliação dele, retiram dinheiro que poderia ser investido na capacitação das polícias. O representante do PT também falou de investimentos em equipamentos e reforma do sistema carcerário. “Pessoas que possam cumprir medidas alternativas à prisão devem cumprir. Temos que ter uma nova política sobre drogas e continuar as políticas de desarmamento e controle de armas”, disse.
Violência contra as mulheres – Paulo Teixeira destacou que Lula criou a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e sancionou a Lei Maria da Penha, e Dilma Rousseff, o Programa Mulher Sem Violência e o Disque 180. Ele destacou ainda que as delegacias especializadas de atendimento à mulher devem funcionar todos os dias da semana, inclusive nos sábados e domingos.
ARTHUR TRINDADE (Marina Silva – Rede)
Redução de homicídios – O representante de Marina Silva avaliou que o país “fracassou” na tentativa de reverter a crescente onda de homicídios e, por isso, é necessário “protagonismo” do governo federal além de um pacto nacional liderado pelo Palácio do Planalto. “Cabe, sim, ao governo federal liderar uma política nacional de redução de homicídios”, disse. “Homicídios são concentrados no grupo pobre, negro, e em periferias de cidades no brasil. Esses homicídios dizem respeito a uma serie de violências relacionadas ao crime organizado, às gangues, às drogas. É preciso uma resposta pactuada na federação, uma proposta que inclua o protagonismo do governo federal e pactos com estados e municípios”, acrescentou.
Violência contra as mulheres – Trindade destacou que as mulheres são as principais vítimas de violência direta e indireta e hoje não há uma política pública para tratar disso. Para ele, a política pública de atenção às mulheres deve ser desenvolvida pelo próximo presidente. “Esse tema precisa ser tratado e o governo federal precisa finalmente assumir sua responsabilidade na segurança pública”, ressaltou.
ANTÔNIO GUILLEN (Vera Lúcia – PSTU)
Redução de homicídios – O representante de Vera Lúcia avaliou que as principais vítimas de homicídios são jovens negros e pobres e que a “ostensividade não tem reduzido a violência. O “encarceramento em massa”, acrescentou, não é a solução para o problema. Diante disso, defendeu a mudança do sistema capitalista para um sistema socialista. “Com o sistema capitalista que concentra renda, não vai haver o fim da violência. […] O fim da violência precisa de medidas sociais, geração de emprego, distribuição de renda. Chamamos o povo a uma rebelião, que ponha abaixo as desigualdades”, disse. Ele defendeu o fim da “luta contra trabalhadores” e do “encarceramento de massa”, dos decretos de garantia da lei e da ordem (GLOs), das intervenções militares, e da Força Nacional. Também defendeu a legalização das drogas, a desmilitarização da Polícia Militar e o direito à autodefesa.
Violência contra a mulher – Para reduzir a violência contra a mulher, o representante do PSTU defendeu a criação de secretarias das mulheres, o incentivo a delegacias e a criação de casas de abrigo a vítimas da violência doméstica em todas as cidades. Ele também disse que, se Vera Lúcia for eleita, criará uma bolsa assistencial para mulheres vítimas de violência no valor de, pelo menos, um salário mínimo, de forma a garantir a independência financeira dessas pessoas.
JOSÉ MÁRCIO CAMARGO (Henrique Meirelles – MDB)
Propostas para a segurança – O representante de Henrique Meirelles disse que o programa do candidato para a segurança pública está calcado em três pilares: diminuição da impunidade com reformas no Código Penal e na Constituição; policiamento ostensivo com reforma nas polícias militares; e reforma no sistema penitenciário. Em relação ao policiamento ostensivo, José Márcio Camargo afirmou que Meirelles pretende implementar grupos interdisciplinares de policiamento com quatro pessoas: dois policiais militares, um agente da polícia civil treinado pelas Forças Armadas e um assistente social. “Esses grupos vão patrulhar as cidades do país e também no campo […]. Com esse policiamento, vamos conseguir fazer uma reforma na Polícia Militar de forma que você possa prender as pessoas corretas e não prender simplesmente o pequeno infrator”, disse. Camargo disse que é necessário fazer a reforma no sistema penitenciário porque, na avaliação dele, as “pessoas saem piores do que entraram”. A intenção, segundo o assessor, é construir penitenciárias novas, privatizando a construção e outros serviços, deixando a segurança com o estado. Nos presídios, segundo Camargo, o contato entre agentes penitenciários e presos será “quase nenhum” para evitar “promiscuidade”.
Leia a notícia completa em G1 Representantes de 7 presidenciáveis apresentam propostas sobre segurança em evento do Monitor da Violência

Sino de igreja de Itajaí volta a tocar quase 1 ano após denúncia de perturbação de sossego

Caso está na Justiça e não há decisão sobre se instrumento está fora da lei. Bombeiro que trabalhava à noite denunciou caso à PM. Sino de igreja volta a tocar após equipamento ser apreendido pela PM depois de denúncia
Após ficar quase um ano sem tocar, o sino da igreja da paróquia São Cristóvão, de Itajaí, voltou a soar na manhã desta terça-feira (21). O equipamento que programava as badaladas do instrumento havia sido apreendido pela Polícia Militar após uma denúncia de perturbação do sossego. O caso está na Justiça, ainda sem decisão.
O equipamento foi apreendido em 16 de setembro. A denúncia partiu de um bombeiro que mora na cidade. Ele disse na época que não conseguia descansar por causa das badaladas. Ele trabalhava à noite e precisava dormir durante o dia. As badaladas de hora em hora, entre 7h e 18h, eram mais altas e longas.
Justiça
Desde que equipamento foi apreendido, o assunto é discutido na Justiça. A igreja, através da Mitra Metropolitana de Florianópolis, processou o Comando-Geral da PM porque considerou que a apreensão foi abusiva. A última decisão que consta no processo é da semana passada. O desembargador do Tribunal de Justiça Hélio do Valle Pereira deu parecer favorável à PM.
A polícia alega que agiu conforme a lei para evitar a perturbação do sossego alheio. Mas a igreja disse que uma lei municipal trata os sinos como exceção à lei do silêncio.
Agora, nem a igreja nem a PM quiseram comentar o retorno do sino. No processo judicial, não tem nada que explique como o equipamento está de volta. O aviso veio do padre aos fiéis no último final de semana. Procurado nesta terça, o vizinho incomodado com o barulho não quis se manifestar.
Veja mais notícias do estado no G1 SC
Leia a notícia completa em G1 Sino de igreja de Itajaí volta a tocar quase 1 ano após denúncia de perturbação de sossego

Defesa Civil é acionada após moradores de prédios sentirem tremor em Porto Velho

Fenômeno pode ter sido consequência de terremoto na Venezuela, segundo órgão. Tremores também foram sentidos em outras capitais da Região Norte. Defesa Civil foi chamada após moradores relatarem tremores.
Pedro Bentes/G1
Os moradores de um condomínio da Zona Norte de Porto Velho chamaram a Defesa Civil no início da noite desta terça-feira (21) após sentirem um tremor, possivelmente ocasionado pelo terremoto de magnitude 7.3 que atingiu a costa da Venezuela. Chamados também foram feitos por órgãos públicos na capital.
Conforme o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Santos, o tremor sentido pelos moradores não chegou a abalar a estrutura das quatro torres do condomínio, com 13 andares cada uma. O fenômeno, segundo ele, foi causado pelo terremoto de 7.3 que atingiu a Venezuela nesta terça.
“Foi um reflexo do abalo sísmico. Recebemos a chamada pela síndica do condomínio, após moradores das coberturas dos prédios afirmarem ter sentido tremores. Não apenas aqui, mas em prédios de órgãos públicos da cidade”, disse Marcelo Santos.
Segundo o coordenador, a Defesa Civil vai continuar monitorando os prédios durante esta noite para ver se houve comprometimento da estrutura. “Isso mesmo com nossa equipe técnica de engenheiros constatando que não houve abalo na estrutura”, completou.
Moradores de condomínio em Porto Velho relatam ter sentido tremores.
Pedro Bentes/G1
A recomendação nesses casos, segundo a Defesa Civil, é deixar o prédio imediatamente ao sentir qualquer tremor e procurar um lugar seguro. Marcelo Santos também alerta os responsáveis pelos prédios para ações específicas em situações como essa.
“Isso é um evento atípico, mas que já ocorreu outras vezes em Porto Velho. Cobramos desses prédios um sistema de alerta para que os moradores possam evacuar os locais. O segredo é não entrar o pânico. Após a evacuação ligar imediatamente para a Defesa Civil no 199”, finaliza o coordenador.
O epicentro do terremoto de hoje aconteceu perto da cidade de Guiria e sentido ainda na capital, Caracas. Os reflexos foram sentidos em forma de tremores em Rio Branco (AC), Belém (PA), Macapá (AP) e Manaus (AM).
Terremoto no Peru
O tremor mais recente sentido em Rondônia aconteceu em 2015. No fim daquele ano, o terremoto, de magnitude 7,5, foi registrado entre a fronteira do Brasil com o Peru, atingindo o estado.
As cidades que sentiram o fenômeno foram Porto Velho, Ji-Paraná (RO), Buritis (RO) e Ariquemes (RO), no Vale do Jamari.
Leia a notícia completa em G1 Defesa Civil é acionada após moradores de prédios sentirem tremor em Porto Velho

Pesquisadores da Fiocruz visitam casas de moradores do Recife para investigar arboviroses

O objetivo da pesquisa, que busca visitar três mil moradores da capital pernambucana em quatro meses, é evitar novas epidemias de dengue, zika e chikungunya. Pesquisadores da Fiocruz visitam casas do Recife para investigar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti
Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizam, no Recife, uma investigação detalhada das arboviroses, as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Nesta terça (21), eles começaram a visitar casas de moradores, em todos os bairros da cidade, para mapear quem já teve algum sintoma de dengue, zika e chikungunya com o objetivo de evitar novas epidemias. (Veja vídeo acima)
A pesquisa tem duração prevista de quatro meses e busca reunir informações importantes para elaborar uma estratégia capaz de evitar a transmissão dessas doenças. Os três mil endereços que recebem os pesquisadores foram definidos em sorteio. Estão nas ruas do Recife quatro equipes que visitam as residências no fim da tarde, quando há maior probabilidade de encontrar os moradores nelas.
Os moradores respondem a um questionário para esclarecer sobre a condição social e econômica, se já tiveram alguma arbovirose e se as residências onde moram contam com saneamento básico. Quem teve os sintomas de alguma arbovirose nos últimos 30 dias pode disponibilizar saliva, sangue, urina e cabelo para os testes.
“Eu dou todo o meu apoio. Mesmo tirando o sangue, não tem problema algum. Se for para ajudar, é bom demais”, explica o vendedor Rômulo César, que recebeu uma das visitas.
“A gente vai conhecer realmente quem teve o contato com a doença e, se teve, qual foi e os que realmente nunca tiveram”, afirma a coordenadora de campo da pesquisa, Carolline de Araújo.
Casos em Pernambuco
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, entre 31 de dezembro de 2017 e 11 de agosto de 2018, foram notificados 15.094 casos de dengue, com 3.566 confirmações no estado; 2.021 casos notificados de chikungunya, com 304 cofirmações; além de 583 notificações de zika, com 30 casos confirmados.
Leia a notícia completa em G1 Pesquisadores da Fiocruz visitam casas de moradores do Recife para investigar arboviroses

Keanu Reeves e Winona Ryder estariam casados sem saber?

RIO – Juntos no filme “Destination wedding”, que estreou mundialmente dia 31 de agosto, Keanu Reeves e Winona Ryder descobriram que talvez estejam casados na vida real. Só que o próprio casal não sabia disso até semana passada, quando Winona levantou a hipótese durante uma entrevista para a “Entertainment Weekly”.LEIA TAMBÉM: Código de ‘Matrix’ é feito com receitas de sushiElenco de ‘Stranger things’ recebe aumento de salário para a terceira temporadaO casório pode ter acontecido há 26 anos, quando Keanu e Winona contracenaram em “Drácula”, de Francis Ford Coppola. No filme, há uma cena de casamento, que foi filmada durante o dia dos namorados. Para dar mais credibilidade, o diretor fez a opção por um padre real em vez de um ator para executar a cerimônia.”Realmente casamos em ‘Drácula’. Juro por Deus que acho que somos casados na vida real”, disse Ryder. “Naquela cena, Francis [Ford Coppola] usou um padre romeno de verdade. Durante a filmagem, ele fez o ritual todo. Então, acho que somos casados.”Parece roteito de comédia romântica, mas Keanu e Winona, dois dos atores mais icônicos dos anos 1990, lembram que responderam “eu aceito” quando questionados pelo padre.
Leia a notícia completa em O Globo Keanu Reeves e Winona Ryder estariam casados sem saber?

Queimadas na zona rural de Palmas destruíram área equivalente a 63 mil campos de futebol em três anos

Informação foi divulgada em relatório do Ministério Público Estadual. Promotoria diz que a destruição é equivalente a toda a área da capital. Relatório mostra que queimadas devastaram grande área na zona rural de Palmas
As queimadas que se repetem todos os anos durante os meses de seca destruíram uma área equivalente a 63 mil campos de futebol na zona rural de Palmas nos últimos três anos. A estimativa é de Ministério Público Estadual, que divulgou um relatório sobre o situação do estado com relação aos incêndios florestais.
Muitos lugares foram atingidos pelo fogo mais de uma vez no período, o que faz com que a devastação não seja tão percebida no cotidiano. A promotoria diz que todos os incêndios fossem colocados como uma única queimada, atingiriam uma área equivalente a todo o território da capital.
“Imagina toda uma área de palmas dentro do estado do Tocantins sendo queimada? O prejuízo que traz pra saúde das pessoas e ao meio ambiente é incalculável”, diz o promotor Pedro Geraldo Cunha.
Grandes áreas foram devastadas pelas queimadas
Reprodução/TV Anhanguera
No ranking de 2018 o Tocantins está em terceiro lugar na lista de estados com mais focos de incêndio, com mais de 3,6 mil registros. A liderança é do Mato Grosso, que registrou mais de 7 mil casos.
No relatório do MPE existe a indicação dos locais onde os casos são mais frequentes.
“O Inpe ele possibilita anualmente acompanhar esses focos de calor e as cicatriz de fogo a partir desses focos de calor. Também temos disponíveis em imagens de satélite todas as propriedades do município, então, o fato é que vamos monitorar a partir de agora onde ocorre o fogo, quem é o potencial responsável por esse fogo”, explica o procurador José Maria da Silva Júnior.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.
Leia a notícia completa em G1 Queimadas na zona rural de Palmas destruíram área equivalente a 63 mil campos de futebol em três anos

Com Jesus ainda em recuperação, Brasil estreia no Mundial de Canoagem

Com equipe completa, incluindo a presença do treinador Jesus Mórlan, o Brasil disputará a partir desta quarta-feira o Mundial de Canoagem e Paracanoagem de velocidade, em Montemor-o-Velho, uma vila portuguesa do distrito de Coimbra, em Portugal. De acordo com a organização, que investiu 1,2 milhões de euros no torneio, são esperados cerca de 1.500 atletas, de 80 países.LEIA MAIS: A dois meses do torneio, Rio pode cancelar Mundial de canoagemPrincipais confederações terão cerca de R$ 300 milhões a menos para TóquioDois anos após Rio-2016, gastos com manutenção chegam a R$ 44 milhõesO técnico da seleção brasileira embarcou com o grupo na última semana, após novo tratamento contra o câncer no cérebro. Ele, que teve de operar em novembro de 2016 para a retirada de um tumor, logo após ajudar Isaquias Queiroz a faturar três medalhas olímpicas, trava luta pessoal contra a doença e não se livrou dos tratamentos como a radioterapia.- Ele está bem melhor, andando para lá e para cá, caminhando para caramba. Participou ativamente da preparação final do Isaquias, Erlon e Maico – contou Álvaro Koslowski, supervisor da equipe, que lembrou que Jesus viajou no ano passado com o time para o Mundial da República Tcheca.Esta é a principal competição da temporada, mas é não classificatória para Tóquio-2020. A corrida para os Jogos começará no ano que vem com a disputa do Mundial de Szeged, na Hungria, em agosto de 2019.As maiores chances de medalha em Portugal estão com Isaquias em três provas: C1 1000, C1 500 e C2 500 — esta última ao lado de Erlon de Souza, que também disputará o C2 1000 com Maico dos Santos.E Isaquias chega à competição empolgado com os resultados do ano. Ele entra na água nesta quinta-feira. O Brasil terá nove competidores olímpicos e sete paralímpicos.Em maio, na segunda etapa da Copa do Mundo em Duisburg, na Alemanha, Isaquias foi prata no C1 1000 e no C1 500, à frente de Sebastian Brendel, pela primeira vez, mesmo com o rival competindo em casa. Nas duas provas ficou atrás do tcheco Martin Fuksa. Brendel é o atual campeão olímpico no C1 1000. Na mesma competição, Erlon, ao lado de Maico, ficou em quarto lugar (C2 500). Já nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, na Bolívia, em junho, Isaquias foi campeão no C1 1000 e no C2 1000, com Erlon.Um dos desafios na raia de Montemor-o-Velho será o vento, prejudicial para provas como a de Isaquias, em que o atleta rema apenas de um lado. Segundo Álvaro, a organização tentou barrar a ventania usando uma cortina gigante, mas não foi o suficiente:- O vento não é forte, mas é lateral, da direita para a esquerda. Levantamos um prognóstico e acreditamos que os ventos não serão muitos fortes nos dias de competição. A organização tentou montar uma barreira, com uma cortina gigante, mas não ajuda muito porque não isola todas as raias. Outra questão é o tempo. Está muito quente. Mas, de uma forma geral, nossos atletas estão acostumados – declarou Álvaro.Nesta quarta-feira, o Brasil estará na água com os atletas da paracanoagem. E os destaques são: Caio Ribeiro, bronze na Rio-2016 (classe KL3), prata no Mundial de 2017 (VL3), e prata na Copa do Mundo de Szeged, em maio (KL3); além de Luiz Carlos, tetracampeão mundial (na classe VL1), e dono de duas pratas em Szeged (VL2 e KL1). Fernando Rufino, que após grave problema cardíaco está de volta, é outra esperança de medalha (classe KL2). Ele tem duas medalhas mundiais (bronze em 2015 e prata em 2014).A cerimônia de abertura aconteceu nesta terça-feira e os atletas do Brasil não participaram por causa do tempo de duração, cerca de 5 horas, entre a chegada ao local e o término da festa. As peças de divulgação do evento usam o seriado Game of Thrones como inspiração, já que a cidade tem um “q” medieval por causa de seu imponente castelo, a principal fortaleza do Baixo Mondego na época medieval. O principal atleta de Portugal, Fernando Pimenta, medalha de prata em Londres-2012, tricampeão europeu no K1 1000 e campeão mundial no K1 5000, ambos em 2017, aparece no trono da realeza.O BRASIL EM PORTUGAL – Atletas olímpicos:Isaquias Queiroz – C1 1000 e 500 e C2 500Erlon de Souza – C2 1000 e 500Maico Ferreira dos Santos C2 1000Valdenice Conceição do Nascimento C1 200 e 5000Andrea Santos de Oliveira C2 500Angela Aparecida Elias da Silva C2 500Edson Isaias Freitas da Silva K1 200Vagner Junior Souta K1 1000 e 5000Ana Paula Vergutz K1 1000, 500 e 5000
Leia a notícia completa em O Globo Com Jesus ainda em recuperação, Brasil estreia no Mundial de Canoagem

Liberdade de imprensa 'vitaliza' democracia, diz Temer em evento

Presidente participou da abertura do 28º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, organizado pela Abert. Cármen Lúcia, presidente do STF, e João Roberto Marinho, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, também participaram da cerimônia. O presidente Michel Temer, durante discurso no 28º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, organizado pela Abert
Cesar Itiberê/PR
O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (21) que a liberdade de imprensa “vitaliza a democracia”.
Temer deu a declaração na cerimônia de abertura do 28º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, e o vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, João Roberto Marinho, também participaram da cerimônia.
“A liberdade de imprensa vitaliza a democracia”, afirmou Temer.
Em outro trecho do discurso, o presidente afirmou que a liberdade de imprensa está “muito ligada” à liberdade de informação. “Esses dois tópicos constitucionais são irmãos siameses”, acrescentou.
Temer aproveitou o discurso para dizer, sem citar algum caso específico, que tem que visto “certo pessimismo” de “muita gente” preocupada com o “fenômeno eleitoral”.
O presidente também usou parte da fala para lamentar a morte de Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal “Folha de S.Paulo”.
28º Congresso de Radiodifusão
O 28º Congresso Brasileiro de Radiodifusão discutirá as perspectivas do rádio e da televisão em meio às novas tecnologias.
Durante a abertura do congresso, o presidente da Abert, Paulo Tonet Camargo, apresentou as conquistas e os desafios do setor.
Tonet Camargo também apontou motivos de comemoração para o setor, entre os quais:
Flexibilização do horário de transmissão do programa “A Voz do Brasil”;
Aprovação da lei que modernizou a definição da profissão de radialista;
Proposta que extinguiu a propaganda gratuita no rádio e na TV e que diminuiu o tempo de propaganda eleitoral gratuita no segundo turno das eleições;
Sanção da lei que desburocratiza regras de renovação de outorga de concessões de radiodifusão;
Manutenção do regime de desoneração da folha de pagamentos para o setor;
Migração de rádios de AM para FM.
Tonet Camargo também apontou a importância do desligamento do sinal analógico e a digitalização do sinal de TV, que “colocaram o Brasil como um case mundial de sucesso”. Até o final deste ano, 130 milhões de brasileiros terão sinal digital de TV em seus lares”, afirmou.
O presidente da Abert também citou alguns desafios, como o desbloqueio de chips de FM nos celulares e a conclusão do processo de digitalização da TV no Brasil.
Ressaltou, aind,a a permanente defesa da liberdade de imprensa e de expressão.
“Somente veículos livres e independentes garantirão ao Brasil uma democracia vigorosa. […] Nenhum Estado nem ninguém deve ter o poder de decidir o que a sociedade deve ou não deve saber”, afirmou.
Paulo Tonet Camargo também afirmou que, no mundo digital, é a informação certificada que distingue o jornalismo da “fofoca online”.
Medalhas
Durante a abertura do congresso, houve a entrega das medalhas do Mérito da Radiodifusão e Assis Chateaubriand. As insígnias foram destinadas aos profissionais que contribuem ou contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da radiodifusão brasileira.
O vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, João Roberto Marinho, entregou a Medalha do Mérito da Radiodifusão a Paulo Ricardo Hermano Balduíno, diretor de Televisão da ABERT.
Leia a notícia completa em G1 Liberdade de imprensa ‘vitaliza’ democracia, diz Temer em evento

Morre jornalista Otavio Frias Filho, diretor de redação da 'Folha de S. Paulo'

Pelas mãos de Otavio, a ‘Folha de S.Paulo’ se tornou o que é hoje: um jornal radical na busca por independência e isenção. Jornalista morreu em São Paulo. Morre o jornalista Otavio Frias Filho diretor de redação da “Folha de S. Paulo”
Morreu nesta terça-feira (21) em São Paulo, o jornalista Otavio Frias Filho que, por 34 anos, foi o diretor de redação do jornal “Folha de S. Paulo”. Nesse período, ele modernizou e transformou o jornal num dos mais importantes do país e teve forte influência no jornalismo brasileiro.
Em 24 de maio de 1984, a “Folha de S.Paulo” estampava um passo importante na trajetória de Otavio Frias Filho e na sua própria: a primeira capa em que o jornalista aparecia como diretor de redação.
O começo não foi fácil. O jovem, de 26 anos, enfrentou resistência interna e externa, especialmente porque era filho do dono, Octavio Frias de Oliveira.
“A memória do meu pai é um emblema muito importante na minha vida, na minha formação”.
O início na “Folha” tinha sido bem antes.
“Aos 21, por conta da conexão familiar. Comecei muito cedo trabalhando com meu pai, trabalhei também com o Claudio Abramo, passei por diversas fases e períodos do jornal”.
Naquele período, a “Folha” já tinha começado seu processo de modernização havia dez anos, buscando ser um veículo de imprensa independente das forças políticas.
Já tinha se afastado havia uma década do apoio que, por dez anos, deu à ditadura militar. Nos 50 anos do golpe de 1964, sob sua direção, a “Folha” abordou o tema em um editorial:
“Às vezes se cobra desta ‘Folha’ ter apoiado a ditadura durante a primeira metade de sua vigência, tornando-se um dos veículos mais críticos na metade seguinte. Não há dúvida de que, aos olhos de hoje, aquele apoio foi um erro”.
Mas foi sem dúvida nas mãos de Otavio que esse processo de modernização se radicalizou, se aprofundou e se consolidou. A “Folha de S.Paulo” se tornou o que é hoje: um jornal radical na busca por independência e isenção.

Otavio Frias Filho, assim que assumiu o comando da redação, lançou o Projeto Folha, que transformou o jornal e foi referência para as outras mudanças. Com esse espírito, criou um manual de redação.
O documento pregava um texto mais descritivo, rigoroso e impessoal, menos sujeito a impressões do autor, e que influenciou toda uma geração de jornalistas, professores e estudantes da profissão.
“Nós estabelecemos alguns pressupostos em termos de projeto editorial. A gente costuma dizer que a gente está empenhada em praticar um jornalismo que seja crítico, apartidário e pluralista”.

Um momento que marcou o jornal logo no início da gestão de Otavio foi a decisão de encampar o movimento pelas Diretas Já, em 1984, que pedia eleições diretas para presidente da República após o fim do mandato de João Figueiredo.

Em 1989, a “Folha” foi o primeiro jornal brasileiro a implantar a função de ombudsman – um jornalista cuja função é criticar com liberdade a forma e o conteúdo do jornal.
Paulistano, Otavio dizia que a “Folha” ficou conhecida como o jornal dos imigrantes.
“Voltou-se para milhões pessoas que nasciam ou chegavam a São Paulo dispostas a abrir seu próprio caminho e encontrar seu lugar ao sol. A ‘Folha’ tornou-se um espelho dessas pessoas. Incorporou sua inquietude, seu arrojo e suas ambições”.
Nos 34 anos como diretor do jornal, passou por turbulências políticas e econômicas e um período de profundas transformações no mundo e no Brasil, que ele dizia que foram acompanhadas também pela “Folha” e pelo jornalismo.
“O jornalismo se desenvolveu muito, passou a contemplar áreas que não eram objeto da atenção dos jornalistas, acho que as coberturas se tornaram mais críticas, mais incisivas, acho que houve também um avanço de os jornais e o jornalismo de um modo geral apresentarem visões mais plurais a respeito da realidade, diferentes pontos de vista”.
Sobre o surgimento das novas mídias, era um entusiasta.
“Elas colocam dificuldades, problemas, desafios também, mas eu acho que quanto mais plataformas e veículos e possibilidades de comunicação jornalística houver, isso vai beneficiar a sociedade e o próprio jornalismo. Haverá mais competição e a competição em si é algo de bom”.
Em 2000, participou da criação do jornal “Valor econômico”, uma parceria do Grupo Folha com o Grupo Globo. Em 2016, o Grupo Globo passou a ser o único proprietário do jornal.
Frias Filho era apaixonado por teatro, cinema, literatura e dizia ser muito exigente com a própria produção.
Autor de peças de teatro e livros, entre eles, um infantil e uma coletânea de 25 ensaios escritos ao longo da carreira.
“Eu sempre gostei de escrever, sempre gostei de ler, sempre foi assim um tipo de atmosfera na qual eu me sentia à vontade. Você acaba levando duas vidas, uma vida que é a sua atividade profissional, sua responsabilidade, seu dia a dia e uma outra vida que, no meu caso, eu desenvolvi esse lado autoral”.
Mas foi no jornalismo onde, sobretudo, deixou sua marca.
“Divulgar a verdade, estimular um exercício consciente da cidadania, iluminar o debate dos problemas coletivos – que outra atividade seria mais elogiável e necessária do que essa?”
Leia a notícia completa em G1 Morre jornalista Otavio Frias Filho, diretor de redação da ‘Folha de S. Paulo’