Os riscos que acompanham a revolução dos patinetes elétricos


Pessoas pilotam patinetes elétricos da Bird em Los Angeles, Califórnia (Foto: Mario Tama/Getty Images)

 

O artista de rua americano Dave Petersen conta que estava se apresentando no píer de Santa Mônica, na Califórnia, quando foi atingido pelas costas. “Enquanto estava caído, eu olhei para cima e vi um homem jovem e com barba em um patinete da Bird”, relembra ele. “Ele olhou para mim e disse: ‘que p*, cara?’. E foi embora”. Quando finalmente foi até o serviço de emergência, no dia seguinte, Dave constatou os resultados do episódio: um braço quebrado e uma lesão no bíceps, que precisou ser reconstruído em uma cirurgia. “É um procedimento que tem recuperação de um ano e meio a dois anos”, diz ele.

A história é contada por ele em um podcast publicado pela Bloomberg. Além de Dave, a reportagem conversou com outras vítimas de acidentes envolvendo patinetes elétricos. A modalidade de transporte vêm se popularizando nos EUA e já se espalha no Brasil – em especial na cidade de São Paulo, com empresas como Yellow e Grin, que fez fusão com a Ride, atuando por aqui. Eles são convidativos por conta das taxas baratas de alugal e praticidade. Para muitos, trata-se de um passo em direção a uma nova era do transporte.

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Mas casos como o de Dave expõem que a popularização também envolve riscos. Nos EUA, casos de pacientes feridos em acidentes envolvendo patinetes têm aparecido com cada vez mais frequência em centros de emergência. A reportagem destaca que, embora não haja estatísticas oficiais sobre esse tipo de acidente, médicos apontam para um aumento de ocorrência.

Wally Ghurabi, médico de um pronto socorro em Santa Mônica, afirmou que os ferimentos mais comuns ocorrem no rosto e nos braços. De acordo com médicos ouvidos, as pessoas estão mais propensas a se envolver em acidentes enquanto pilotam um patinente elétrico do que quando pedalam em uma bicicleta. Os patinetes parecem envolver uma sensação mais relaxante e semelhante a um passeio.

A lei atual da Califórnia, segundo a reportagem, exige que usuários de patinetes utilizem capacetes. Mas, recentemente, a Bird – uma das pioneiras ndesse tipo de transporte nos EUA – convenceu o governo do estado a mudar as regras. A partir de janeiro, adultos poderão andar pelas ruas do estado sem utilizá-los.

Além dos próprios riscos envolvendo o uso dos patinetes, completa a reportagem, quem opta por esse transporte precisa fazer uma escolha complicada: dividir as vias com os carros – o que é perigoso – ou dividir as calçadas com os pedestres – o que é perigoso e ilegal. Por isso, uma das reivindicações das empresas de patinetes tem sido que os governos tornem as cidades mais “amigáveis” a essa modalidade, com áreas mais aptas a recebê-los, por exemplo.

Questionadas pela reportagem, Bird e Lime – outra startup popular nos EUA e na Europa – afirmaram se preocupar com a segurança de seus usuários. Para a segunda, a responsabilidade sobre o bem estar dessas pessoas cabe às empresas privadas e às autoridades locais.
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