Operador de Cabral pagou obra na casa de Pezão em dinheiro vivo, admite empresário


BRASÍLIA – O empresário César Augusto Craveiro de Amorim, diretor da empresa High End, confirmou à Polícia Federal que recebeu R$ 300 mil em dinheiro vivo de Carlos Miranda, operador do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), para realizar uma obra na casa de Piraí do governador Luiz Fernando Pezão (MDB). O governador foi preso na quinta-feira, na Operação Boca de Lobo, da Polícia Federal. Ele, porém, negou ter recebido outros pagamentos do grupo e disse que não faz parte da organização criminosa investigada no caso.César Amorim, que também foi preso na operação, prestou depoimento à PF. Suas declarações confirmam as suspeitas dos investigadores de que a obra na casa de Pezão foi bancada com dinheiro da organização criminosa liderada por Cabral – Miranda, que fez delação premiada, era o arrecadador de propina do esquema. Segundo o empresário, ele instalou um sistema de ‘home theater’ e som ambiente na área de lazer da casa de Pezão do município do interior do Rio em 2009, a pedido de Sérgio Cabral e com o consentimento do atual governador. Na época, Cabral era governador do Estado e Pezão, seu vice. conteudos-cafe-manha-pezao“O declarante apresentou o projeto pronto a Cabral, informando que o valor ficou por volta de R$ 350 mil”, afirmou no depoimento. Cabral então, segundo o relato, “deu ordens para realizar o projeto”:“Pezão sabia que seria feita uma instalação de algum sistema de áudio e vídeo na casa dele, em Piraí, por ordem de Cabral”, disse ainda o empresário.Após a realização do serviço, Miranda foi encarregado de operar o pagamento em dinheiro vivo e sem emissão de nota fiscal, por isso houve um desconto de R$ 50 mil, afirmou César Amorim.“Carlos Miranda pessoalmente levou R$ 300 mil em dinheiro à loja High End, no Casa Shopping, para pagar pelos equipamentos e serviços”, afirmou no depoimento. “Carlos Miranda disse que era para não emitir nota fiscal e que em razão disso o valor pago seria com desconto e ficaria em R$ 300 mil”, afirmou.César Amorim relatou ainda que prestou serviços de equipamentos de som para a campanha ao governo do Rio de Cabral em 2010 de forma gratuita. Com isso, posteriormente, em 2014, ele prestou o mesmo serviço para a campanha eleitoral de Pezão, mas que emitiu notas fiscais e os pagamentos foram feitos de modo formal, por cheque ou depósito, segundo o relato.Questionado pela PF, Amorim afirmou que nunca recebeu repasses dos doleiros de Cabral ou qualquer outro pagamento além daqueles R$ 300 mil de Carlos Miranda. Também negou fazer parte da organização criminosa.
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