Operações de IPO ficam congeladas até outubro, avalia Anbima

SÃO PAULO – As ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) devem voltar ao mercado apenas em outubro, segundo avaliação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A última ocorreu em abril, que foi a do banco Inter, que levantou cerca de R$ 540 milhões em sua abertura de capital. — Estamos em um momento de reacomodação das taxas de juros internacionais e temos que ver como vai ficar a situação local. No curto prazo, até setembro ou outubro, não vemos uma grande oportunidade para uma oferta — disse José Eduardo Laloni, diretor da Anbima.O segundo trimestre do ano contou com uma série de suspensões de ofertas em curso. O ambiente externo mais adverso foi o responsável por esse movimento. Agora, com a proximidade das eleições, profissionais do mercado financeiro afirmam que emissores (empresas) e investidores tendem a evitar volatilidade, e por isso não há espaço para ofertas de novas empresas. Algar Telecom e Ri Happy Brinquedos estão entre as empresas que, ao menos por enquanto, desistiram de realizar um IPO. As empresas brasileiras já levantaram R$ 6,8 bilhões com a abertura de capital enttre janeiro e junho. O volume conta apenas operações feitas na B3 (a PagSeguro, por exemplo, fez seu IPO na bolsa americana). Apesar da paralisia no segundo trimestre, o número representa um crescimento de 94,3% na comparação ao realizado em igual período do ano passado. Já o total das ofertas de ações, que inclui os follow-on (oferta feita pela empresa que já tem ação negociada na Bolsa), no ano é de R$ 6,9 bilhões, recuo de 51% na comparação com igual período do ano passado. Ao somar também a renda fixa, o mercado de capitais movimentou R$ 144,5 bilhões, uma alta de 18% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.Na avaliação de Laloni, a atividade no mercado de renda fixa (emissão de debêntures, notas promissórias) foi menos afetada e a expectativa é que ocorram operações mesmo próximo ao período eleitoral. Segundo o executivo, há demanda por parte dos gestores por novos papéis. — Vemos demanda tanto para operações tradicionais como incentivadas (papéis que dão isenção de IR). A nossa indústria de fundos é de R$ 4,3 trilhões e há uma demanda natural por novos papéis, ainda mais com a Selic em um nível baixo — disse.
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