Operação investiga fraude de R$ 70 milhões em contratos de quentinhas para presos de Roraima


RIO – Com a mira apontada para um esquema de desvio de recursos do sistema penitenciário de Roraima, a Polícia Federal no estado realizou uma operação na manhã desta quarta-feira para cumprir 11 mandados de prisão e outros 20 de busca e apreensão. Batizada de “Escuridão”, a ação de hoje também tem ordens a cumprir em Brasília e investiga um esquema de superfaturamento que teria rendido lucros que somam até R$ 70 milhões, divididos entre políticos e empresários entre 2015 e 2017. Foram presos Guilherme Campos, filho da governadora Suely Campos (PP) e os ex-secretários de Justiça e Cidadania, Ronan Marinho e Josué Filho. Campos estava na capital federal, enquanto os outros dois foram detidos em Boa Vista. As informações são do portal G1.Com medidas expedidas pelo Tribunal de Justiça de Roraima, a operação foi até à casa da governadora no centro da capital roraimense às 6h da manhã. Lá, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Agentes da PF também estiveram na sede da empresa Qualigourmet, que é a responsável pelo setor alimentício do sistema prisional no estado e foi contratada emergencialmente em 2015 apenas oito dias após ter sido constituída formalmente. Em 2018, o serviço foi suspenso com a alegação de que o estado estaria devendo à firma.À reportagem do G1, o advogado da Qualigourmet informou que só deve se manifestar quando tomar conhecimento do teor das investigações. A PF informou, em nota, que a fraude foi descoberta após um inquérito, instaurado no ano passado, para apurar irregularidades em contratos de fornecimento de alimentação para presídios.O desenvolvimento do caso mostrou que a empresa superfaturava o valor da alimentação e informava números superiores às refeições que, de fato, providenciava. Os alimentos disponibilizados aos presos eram de baixa qualidade. A empresa está em nome de laranjas, que realizaram saques de 30% dos valor dos contratos para pagar propinas e para enriquecimento ilícito.Esse mesmo esquema já foi objeto de outra operação da PF e de investigação em CPI na Assembleia Legislativa de Roraima.
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