No G-20, EUA, México e Canadá assinam acordo comercial que substituirá o Nafta


BUENOS AIRES – As primerias horas de encontros e debates na reunião anual do G-20, na capital argentina, foram marcadas por novos entendimentos entre Estados Unidos, México e Canadá. Foi assinado um novo acordo comercial entre os três países que substituirá o Nafta, após um ano de intensas negociações. O G-20 reúne os líderes das 20 maiores economias do planeta.O acordo foi assinado pelo presidente americano Donald Trump, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau e o presidente mexicano Enrique Peña Nieto, mas ainda precisa ser ratificado pelo Congresso dos três países.Em paralelo, um encontro bilateral entre os presidentes Mauricio Macri, da Argentina, e Donald Trump no qual ambos questionaram “a atividade econômica depredadora da China” e reforçaram uma aliança que ajudou a Argentina a superar as turbulências econômicas deste ano.Trump foi recebido pelo anfitrião do G-20 na Casa Rosada e lá lembrou sua amizade e vínculo comercial com o pai de Macri, o empresário Franco Macri, a quem disse, segundo revelou, que “seu filho algum dia será presidente”.Para a Argentina, o apoio dos EUA foi essencial na negociação do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de mais de US$ 50 bilhões. Sem esse dinheiro, o país não teria conseguido atravessar e sobreviver as cinco maxidesvalorizações de sua moeda.— Trump e Macri falaram sobre enfrentar a atividade econômica depredadora da China — disse a porta-voz do governo americano, Sarah Huckabee Sanders.Pouco depois, o chanceler argentino, Jorge Faurie, negou que ambos chefes de Estado tenham usado esses termos, tentando evitar que já no primeiro dia de G-20 surjam atritos entre seus membros.A questão da guerra comercial entre EUA e China está instalada no evento, que deverá terminar sem uma declaração final que mencione na questão do protecionismo, confirmaram fontes argentinas.Em paralelo ao encontro entre Macri e Trump e à assinatura do acordo entre EUA, Canadá e México, o T-MEC, foi realizado um encontro de presidentes dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), no qual, informaram fontes brasileiras, foi feita uma enfática defesa do multilateralismo.O Brasil assumirá a presidência do Brics a partir de janeiro do ano que vem e os demais membros desejaram sorte ao país durante seu mandato. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que chegou nesta sexta a Buenos Aires, pregou a necessidade de fortalecer o relacionamento entre seu país e a o Brasil.Esta sexta-feira será um dia de agenda frenética para os participantes do G-20, que tentarão chegar a consensos num dos cenários mais difíceis para o grupo dos últimos dez anos. Deverá ser alcançado acordo apenas em relação a temas como trabalho, educação e infra-estrutura. Questões como mudanças climáticas e livre comércio deverão ficar fora de um eventual entendimento.
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