'Não podemos salvar o Brasil matando idoso', diz Bolsonaro sobre reforma da previdência de Temer


SÃO PAULO — O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a criticar a atual proposta de reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados. Apresentada pelo governo Temer, a reforma atual foi classificada de injusta pelo político do PSL durante visita a emissoras católicas no interior de São Paulo. Bolsonaro, no entanto, não quis detalhar a proposta que será apresentada pelo seu governo, mas admitiu que a partir da semana que vem iniciará reuniões com líderes das bancadas para iniciar o diálogo com a próxima legislatura sobre esse e outros temas.LEIA: Equipe de Guedes deve enviar Previdência ao Congresso em março— Essa que está aí não está sendo justa no meu entender. Não podemos querer salvar o Brasil matando o idoso — disse o presidente eleito. Questionado sobre sua própria proposta, desconversou: — Se eu falar, vou sair daqui muito tarde.Bolsonaro estava acompanhado do futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e de outros auxiliares. De Cachoeira Paulista, onde concedeu entrevistas a jornalistas de televisões e rádios cristãs, Bolsonaro foi para a cidade fluminense de Resende, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. Neste sábado, o presidente eleito participará da cerimônia de formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, onde ele também se formou na década de 1970.O político do PSL confirmou que o número de ministérios deve ultrapassar 20 mas destacou que está fazendo nomeações sem receber indicações de bancadas, ressaltando o lado técnico dos futuros ministros. Bolsonaro repetiu que seu governo não pode dar errado, alegando que, caso fracasse, o Brasil voltaria a ser governado pelo PT.Em relação a um de seus principais aliados, o senador Magno Malta (PR-ES), Bolsonaro disse que não irá abandonar o congressista, que foi um de seus primeiros apoiadores mas que não conseguiu se reeleger ao Senado. Apesar da onda bolsonarista no primeiro turno da eleição, Magno Malta foi prejudicado com a publicação de reportagens em diários locais sobre um homem que sofreu acusações de pedofilia, inclusive do senador, que se notabilizou no combate a esse tipo de crime, e posteriormente foi inocentado.Bolsonaro admitiu que Magno Malta provavelmente não fará parte de seu ministério, mas que conversará com o senador para encontrar uma função que possa exercer.— Não fiz campanha prometendo absolutamente nada para ninguém. Pretendemos aproveitar as boas pessoas. Magno Malta é uma pessoa que me ajudou muito e eu respeito. Não vai ficar abandonado. Por outro lado, ele tem que participar do governo em outra função — disse.Bolsonaro comentou a indicação do futuro ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima. O presidente eleito afirmou que, em suas conversas com o escolhido, discutiu a retomada do programa nuclear brasileiro, com a continuação da construção da usina de Angra 3.— O próprio indicado hoje é físico nuclear e entende com profundidade essa questão da física nuclear. Angra 3 é uma prioridade nossa. Não podemos deixar de implementar esse tipo de energia no Brasil.
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