MPF entra com ação por improbidade contra Dilma, Mantega e Bendine


RIO — A ex-presidente Dilma Rousseff é alvo de uma ação civil pública, do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) por improbidade administrativa na Justiça Federal. O MPF acusa ainda Guido Mantega, então ministro da Fazendo de Dilma, Arno Hugo Augustin Filho, que ocupava a secretaria do Tesouro Nacional, o então subsecretário de Política Fiscal do Tesouro Nacional, Marcus Pereira Aucélio, Luciano Galvão Coutinho, então presidente do BNDES, e Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, de se valerem de cargos no governo para maquiar dados fiscais, conhecido como pedaladas fiscais. Segundo o MPF, o objetivo das pedaladas foi melhorar a percepção do governo e “ocultar uma crise fiscal e econômica iminente, comprometendo ainda mais a saúde financeira do Estado”. “O caso talvez represente o passo final na infeliz transformação do denominado ‘jeitinho brasileiro’ em ‘criatividade maquiavélica’”, destaca o procurador da República Ivan Claudio Garcia Marx, autor da ação. Para ele, é inegável que as pedaladas minaram a credibilidade das estatísticas brasileiras, contribuindo para o rebaixamento da nota de crédito do país. O procurador Ivan Claudio Garcia Marx, autor da ação, pede a condenação dos envoldios, com a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, o pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de três anos. O MPF pede ainda indenização por danos morais coletivos pela prática de improbidade administrativa.
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