Motorista que atropelou e matou mulher em Charlottesville é condenado por homicídio


RIO – Um motorista que avançou com o carro contra manifestantes durante um protesto antirracista na cidade de Charlottesville, no estado americano da Virgínia, em agosto do ano passado e matou uma mulher foi condenado por homicídio doloso em julgamento encerrado nesta sexta-feira.James Alex Fields Jr, de 21 anos, foi descrito pelos promotores como um supremacista branco que agiu movido pelo ódio com a intenção de ferir pessoas. Já sua defesa, que nunca contestou o fato de que ele dirigia o veículo que matou Heather Heyer, 32 anos, e feriu outras 19 pessoas, alegou que ele temia por sua segurança quando se aproximou do protesto contra um comício organizado por organizações de direita racistas americanas anteriormente na mesma cidade.Links Charlottesville Além do homicídio de Heather, Fields foi considerado culpado de cinco acusações por lesão corporal grave, três de lesão corporal leve e uma de atropelamento e fuga. Por estes crimes, ele pode ser sentenciado à prisão perpétua. Além disso, o jovem, que não testemunhou em própria defesa no julgamento, enfrenta outras 30 acusações por crimes de ódio, aos quais já se declarou inocente.O protesto da direita racista de agosto de 2017 em Charlottesville foi um dos maiores do tipo nos EUA nos últimos tempos. Então, centenas de supremacistas brancos se reuniram na cidade para se manifestarem contra a retirada de duas estátuas dedicadas a dois generais confederados da Guerra Civil americana, isto é, que lutaram pelos estados que defendiam a manutenção da escravidão no país.Horas antes do atropelamento, Fields, residente do estado americano de Ohio, foi fotografado na manifestação, intitulada “União da direita”, carregando um escudo com o emblema de um grupo de extrema direita que prega o ódio a negros, judeus e imigrantes. Ele também se identificou como um “neonazista”.
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