Moradores da Cidade de Deus criam grupo para tentar localizar o assassino de avó e duas netas


RIO – A revolta causada pela morte ainda não esclarecida de Maria Luzia, de 69 anos, e de duas de suas netas, de 7 e 6 anos, na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, levou moradores da comunidade a criar um grupo para tentar localizar o assassino, numa verdadeira caçada pela comunidade. De acordo com testemunhas, traficantes também fazem parte do grupo, e teriam, inclusive, chegado a amarrar e interrogar um suspeito.LEIA MAIS: Polícia Militar faz operação na Cidade de Deus, na Zona OesteA história foi contada O GLOBO por um morador da Cidade de Deus que participa de um grupo que está a procura do assassino. Segundo ele, o suspeito tinha ferimentos pelo corpo e os traficantes desconfiaram que eles pudessem ter sido causados durante a luta corporal com Maria Luzia. Amarrado, o homem foi submetido a um interrogatório e a averiguações das feridas. Depois de ouvirem as negativas do suspeito, e de constatarem que os ferimentos já estavam em processo de cicatrização, decidiram liberá-lo.VEJA: Disque Denúncia pede informações sobre morte da avó e netas na Cidade de DeusUm familiar contou que na madrugada do crime ouviu ainda uma informação não confirmada de que havia um homem com feridas a faca no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra. Parentes foram até o loca, mas um policial que estava de plantão afirmou que não havia ninguém naquelas condições internado na unidade.FAMÍLIA ESTÁ EM CHOQUEElas foram assassinadas a facadas na madrugada deste sábado, em uma região da comunidade conhecida como Karatê. Familiares e amigos das três mortas estão chocados com a brutalidade do criminoso. Um deles, o marceneiro Cleiton Santos, de 26 anos, primo do pai das crianças, acha que uma das hipóteses é de que o crime foi premeditado.LEIA MAIS: Moradores relatam intenso tiroteio no Morro do Turano, na Zona Norte- O assassino esperou todo o comércio local fechar e pode ter praticado o crime durante uma explosão de fogos de artifício na comunidade, que aconteceu naquela madrugada. Não conseguimos entender o motivo de nenhum vizinho ter escutado gritos de dor e barulhos de luta corporal. O cenário que encontramos na casa de minha tia dava sinais de que houve luta corporal. Encontramos sangue em várias paredes da casa, mas só a polícia dirá o que realmente aconteceu e quem cometeu essa brutalidade – comentou Cleiton Santos.Um dos cinco filhos de Maria Luzia, cujo nome preferiu não falar, fez questão de desmentir as especulações que parentes e até o próprio pai das meninas teria cometido o crime:LEIA: Com tiroteios diários, Dona Marta é símbolo do auge e da decadência das UPPsMinistro da Defesa prevê mais mortes na fase final da intervenção no Rio- Muita coisa tem sido especulada sem prova concreta. Que o marido de minha mãe pode ter feito isso, que o atual marido da mãe das crianças pode ter feito isso, e até que o pai das meninas pode ter feito isso. São hipóteses falsas. Ainda não se sabe de nada. Precisamos esperar a polícia investigar. Não podemos admitir falsas verdades. Minha mãe se aposentou e trabalhou como diarista. Tinha 15 netos. Estamos todos abalados e chocados com o que aconteceu.Segundo ele, as meninas foram levadas pela mãe até a casa da avó para irem com ela a uma festinha infantil.- Elas foram para casa da avó muito felizes por que iriam a uma festinha infantil. A avó delas é uma pessoa muito pacata, caseira, não deve nada a ninguém. Todo mundo está tentando entender o motivo desse crime. É um quebra-cabeças – lamentou.CARTAZ DO DISQUE-DENÚNCIAO Disque Denúncia divulgou, neste sábado, no seu portal de procurados, um cartaz pedindo informações sobre os envolvidos na morte da avó e das netas na Cidade de Deus. O objetivo é ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital com informações que possam esclarecer e também para ajudar na identificação dos envolvidos. Quem tiver qualquer informação a respeito da identificação e localização do responsável pelo crime, pode denunciar pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; através do Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. Todas as informações do caso serão encaminhadas para DH/Capital, encarregada do caso e do inquérito criminal.
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