Missão dada e cabeça cortada: Alice Cooper incendeia o Sunset

Links Rock in Rio ServiçosRIO — Alice Cooper entregou tudo o que prometeu no Palco Sunset, onde foi a principal atração da noite desta quinta-feira. O cantor de 69 anos, praticamente sem conversar com o público, lembrou sucessos de mais de 40 anos de carreira, encenou sua pantomima de terror Z e recebeu, como já se sabia, o cantor britânico Arthur Brown e, de surpresa, o guitarrista Joe Perry, do Aerosmith, para um fim apoteótico com quatro guitarras e dois cantores ao som da dobradinha “School’s out/Another brick in the wall pt. II”.

Com a prometida produção (que não é hollywoodiana, tem uma vibe proposital de escola de samba da Intendente Magalhães), Cooper começou o show com a pesadona “Brutal planet”, estabelecendo um clima soturno e entrando de sola com os clássicos “No more Mr. Nice Guy” e “Under my wheels”, bem cantadas pelo público. No começo, o som parecia baixo, talvez devido à multidão que ocupava a frente do Sunset.

Um solo da guitarrista louraça Belzebu Nita Strauss marcou um dos poucos senões do show: volta e meia, tio Alice sai para tomar um ar. Não chegou a ser grave, pois a banda, em que se destacam Nita e o baterista Glen Sobel, segurou muito bem a onda.

Ao longo de canções como “Halo of flies” e “Only women bleed”, desenrola-se a história do cientista louco que cria um monstro (“Feed my Frankenstein”, com direito a um boneco de Olinda infernal), mata a mulher e é condenado à guilhotina, no momento clássico do show, ao som de “I love the dead”.

Resolvidas as presepadas, ainda vieram Arthur Brown e seu vozeirão para cantar “Fire”, antes do fim apoteótico.

— Muitos desses meninos nunca viram um show de rock’n’roll — disse ele, sereno, nos bastidores, meia hora depois.

Agora viram.

Cotação: Ótimo

Leia as críticas dos shows da segunda semana do Rock in Rio 2017

Fonte: O Globo Missão dada e cabeça cortada: Alice Cooper incendeia o Sunset

O que você pensa sobre isso?