Meirelles terá marqueteiro que trabalhou para campanhas do PT

76245598_PA São Paulo SP 17-04-2018 Coletiva de imprensa com Henrique Meirelles no Teatro Santande.jpgBRASÍLIA — Henrique Meirelles (PMDB) já tem um marqueiro para tocar sua pré-campanha à Presidência da República. Será Chico Mendez, que fecha com o ex-ministro da Fazenda nesta semana. Segundo fontes do PMDB disseram ao GLOBO, o pré-candidato terá uma conversa com o marqueteiro nos próximos dias para bater o martelo e fazer os ajustes finais do contrato. Eleições

A princípio, além de modular o discurso de Meirelles para diferentes públicos, Mendez vai planejar e orientar gravações de vídeos e ações nas redes sociais. A ideia é explorar o papel de Meirelles como ministro da Fazenda e a melhora da perspectiva econômica no país.

O marqueteiro fez as campanhas de Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais em 2014 e, em 2012, participou da campanha de Henrique Capriles na Venezuela — derrotado pelo atual presidente, Nicolas Maduro.

Chico Mendez também chegou a ficar à frente da campanha de Fernando Haddad (PT) pela reeleição à prefeitura de São Paulo, em 2016, mas desistiu da tarefa três meses após assumi-la. Meirelles vem investindo em pesquisas para saber como se posicionar em relação ao eleitorado de classes mais baixas.

Em 2012, Mendez foi sócio de Renato Pereira — marqueteiro que ajudou a eleger Eduardo Paes como prefeito do Rio e Luiz Fernando Pezão como governador. Em delação premiada, Renato Pereira relatou os esquemas de caixa dois e propina que envolviam as eleições para os governos do PMDB no Rio.

Dono de apenas 1% das intenções de voto em pesquisas recentes, Meirelles quer ser candidato à sucessão do presidente Michel Temer, mas esbarra na pouca relevância de seu nome para o eleitor e na proliferação de candidaturas de centro.

Nos últimos dias, Temer sinalizou que pode deixar de concorrer à reeleição para que haja um consenso por um candidato do centro. Após receber ligação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, marcou uma conversa com este propósito.

Em público e reservadamente, Meirelles diz que não seria candidato a vice-presidente. A posição como segundo homem da chapa, no entanto, agrada a aliados, já que o ex-ministro da Fazenda tem dinheiro para bancar a campanha eleitoral. E já admitiu que gastará do próprio bolso.

Aos 72 anos, o ex-ministro vê o ano de 2018 como a última chance de realizar o seu maior objetivo na vida pública: chegar ao Planalto.


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