Megablocos não desfilarão na Zona Sul do Rio, diz presidente da Riotur

RIO – A realização de desfiles carnavalescos dos chamados megablocos, como, por exemplo, o Cordão da Bola Preta, Bloco da Preta e Bloco da Favorita, na Zona Sul do Rio está descartada, de acordo com o presidente da Riotur, Marcelo Alves. A decisão ocorreu na tarde desta segunda-feira após reuniões promovidas pela empresa municipal de Turismo com associações de moradores de bairros, como Botafogo, Leblon e Gáves, com representantes de entidades carnavalescas e órgãos públicos, como CET-Rio e Comlurb.

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— Quero deixar claro que Zona Sul não mais. Não tem espaço na Zona Sul. Posso garantir: Copacabana, Leblon, Ipanema, Botafogo e Flamengo não têm condição de receber megabloco. Esse é um ponto definitivo. Estamos buscando outro espaço. Hoje é só o Centro: Antônio Carlos e Primeiro de Março — disse Marcelo Alves.

Sem a Zona Sul, a Avenida Presidente Vargas, no Centro, também foi sugerida pelas entidades carnavalescas. A ideia, entretanto, foi descartada pela logística dos carros alegóricos das escolas de samba que desfilam na Marquês de Sapucaí. Um novo encontro está previsto para ocorrer no próximo dia 23 com na sede da Riotur para discutir outras opções, adiantou o presidente da empresa municipal:

— Faremos uma reunião no dia 23 para que todos (órgãos públicos e megablocos) tragam uma nova proposta. A ideia é que todos tagam propostas de espaço na cidade que caiba 500 mil pessoas. Hoje só temos o Centro da cidade.

Um dos pontos desejados para os desfiles na Zona Sul era a Praia de Botafogo. Durante o encontro, entretanto, o diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, explicou que é inviável a realização desses desfiles na região. A opinião do órgão responsável pela engenharia de tráfego na cidade considerou a experiência de dois eventos de grande porte que reuniram um milhão de pessoas cada na região e causou transtornos nos transportes públicos e no trânsito em toda a cidade.

Faremos uma reunião no dia 23 para que todos (órgãos públicos e megablocos) tragam uma nova proposta. A ideia é que todos tagam propostas de espaço na cidade que caiba 500 mil pessoas. Hoje só temos o Centro da cidade.

Os dois exemplos citados por Dinis deixaram marcas na cidade. Em 2007, cerca de um milhão de pessoas acompanharam o o Red Bull Air Race, a corrida de aviões, na enseada de Botafogo. As pessoas começaram a ocupar as areias da Praia de Botafogo às 9h. Na hora do evento, às 14h, a Enseada de Botafogo estava completamente tomada. As pessoas acompanharam a corrida da janela dos prédios, do alto do Mirante do Pasmado, em toda a extensão do Aterro do Flamengo e até nos galhos das árvores do calçadão da Praia de Botafogo.

Se no ar as acrobacias encantaram a multidão, na terra a população viveu um caos. A multidão que se dirigia para o local do evento provocou um nó no trânsito em diversos pontos da cidade. No trânsito, o fluxo ficou confuso da Zona Sul à Barra, com congestionamento no Centro e reflexos na Avenida Brasil e na Ponte Rio-Niterói. Houve retenções no Viaduto do Gasômetro, na Perimetral, nas avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, nos túneis Santa Bárbara, Rebouças e Zuzu Angel e na Lagoa. No metrô, foi preciso colocar quatro composições extras na Linha 1 e três na linha 2 para reduzir o intervalo.

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Em 2010, um evento religioso concentrou novamente uma multidão na enseada de Botafogo. O Dia da Decisão (Dia D), da Igreja Universal, reuniu um milhão de pessoas, embora a previsão inicial fosse de cem mil. Na época, após o caos nas ruas da cidade, a prefeitura do Rio pediu desculpas, disse informou que não havia dimensionado corretamente o tamanho do evento e prometeu não autorizar mais eventos desse tipo.


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