Média de policiais em Botafogo x Flamengo supera Libertadores e padrão de clássicos


Segurança nos estádios, tema que eventualmente vem à tona depois de clássicos cariocas, virou discussão antes do Botafogo x Flamengo de sábado graças ao valor dos ingressos — que opôs a diretoria alvinegra e a Polícia Militar. Fato é que o policiamento será reforçado: reunião operacional na tarde de quinta, na Ferj, acertou que 350 policiais coordenados pelo Batalhão Especial de Policiamento de Estádios (Bepe) farão a segurança dentro e fora do Nilton Santos.

O efetivo equivale, em caso de lotação máxima, a um policial para cada 85 torcedores, acima da média de jogos decisivos. A carga total é de 30 mil ingressos.

Nas oitavas de final da Libertadores entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, a média era de um PM para cada 130 torcedores. Os clássicos no Maracanã, que costumam ter cerca de 60 mil bilhetes à venda, mobilizam efetivos de até 500 agentes – média de um policial para 120 torcedores, também inferior ao deste Botafogo x Flamengo.

Uma tropa do Batalhão de Choque, com 20 a 30 policiais, passará o sábado no entorno do estádio, procedimento que não é adotado em todas as partidas.

— A preocupação é que o Botafogo colocou o preço do ingresso muito baixo. O Botafogo tem esse direito. Só que não fez a análise de risco necessária — disse o tenente-coronel Silvio Luiz, comandante do Bepe. — Teremos um efetivo até superior ao padrão. Estamos fazendo um apelo para que o torcedor do Flamengo respeite o setor do Botafogo. Vamos aguardar o desenrolar do jogo para saber quais medidas serão necessárias.

Cerca de três mil entradas da torcida rubro-negra foram vendidas, na quinta, a R$ 20 (inteira) cada. Um nove lote de 500 bilhetes estará disponível hoje, na Gávea, pelo mesmo preço. Havia o temor de que o Botafogo repetisse o valor de R$ 60, aplicado pelo Flamengo ao rival no primeiro turno, o que poderia incentivar ainda mais a compra indevida de ingressos no setor alvinegro — a inteira na Leste, por exemplo, sai a R$ 10. No total, 10 mil ingressos foram vendidos até a tarde de quinta. Clássico Botafogo x Flamengo

O comandante do Bepe lembra que houve sinais de “infiltração” vascaína no setor do Fluminense no clássico do último sábado, no Maracanã. Quando os “infiltrados” não vão caracterizados com uniforme do clube, a identificação só é possível a partir de reações ao jogo. Neste caso, os policiais podem retirar torcedores que tenham entrado no setor adversário, mesmo com ingresso.

— O Botafogo já tenta auxiliar o Bepe da melhor forma, por exemplo, reforçando o controle de acesso ao estádio. Não acredito que vamos ter nenhuma violência — avaliou o vice-presidente executivo Luis Fernando Santos. — O combinado não sai caro. Todo mundo sabe que é 90-10. Gostaria de ouvir a diretoria do Flamengo apoiando o cumprimento.

Internamente, o Flamengo trata a segurança como responsabilidade do Botafogo, por ter levado o clássico para seu estádio. A diretoria rubro-negra brigou nos bastidores para evitar que seus ingressos ficassem até 12 vezes mais caros do que o setor Norte, vendido a R$ 5, no lado oposto do Nilton Santos.

Além da disputa envolvendo ingressos, a rivalidade extracampo pode ganhar novo capítulo envolvendo o volante Willian Arão. O alvinegro ainda sonha com um retorno de seu ex-jogador. O julgamento segue no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, e pode ter seu desfecho nos próximos meses. Arão tem contrato com o Flamengo até o fim de 2019.


Leia a notícia completa em O Globo Média de policiais em Botafogo x Flamengo supera Libertadores e padrão de clássicos

O que você pensa sobre isso?