Manifestantes derrubam nova estátua de confederado em universidade dos EUA


CHAPEL HILL — Manifestantes derrubaram a estátua de um soldado confederado no campus da Universidade da Carolina do Norte na segunda-feira, em mais um movimento para desmantelar os símbolos da Guerra Civil. Cerca de 300 pessoas se reuniram na véspera da volta às aulas para protestar na base do Silent Sam, memorial erguido em 1913. Os manifestantes puxaram a estátua com uma corda, aplaudindo enquanto o monumento se deitava sobre a lama, com a cabeça e as costas cobertas de terra.Paralelo ao debate nos EUA sobre racismo e o legado da escravidão, o destino das estátuas de soldados confederados pró-escravidão mortos durante o conflito se tornou um ponto de controvérsia. Muitos americanos vêem tais estátuas como símbolos de racismo e glorificações da defesa da escravidão dos estados do sul na Guerra Civil. Outros os vêem como importantes símbolos da História americana. LEIA MAIS: Cidade paulista mantém museu que reverencia líderes confederadosSupremacistas brancos tentam determinar ‘pureza’ pelo DNACinquenta anos após morte de Martin Luther King, a luta não acabouA reitora da universidade, Carol Folt, reconheceu as frustrações dos manifestantes, mas criticou sua conduta, a que classificou como vandalismo.”O monumento tem sido divisivo há anos”, disse ela em um comunicado. “No entanto, as ações da noite passada foram ilegais e perigosas. Estamos muito felizes de que ninguém tenha sido ferido”.O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, um democrata, ecoou o mesmo tom, dizendo em comunicado que também compartilha a “frustração” dos manifestantes com as estátuas, mas condena a violenta destruição do patrimônio público. A polícia do campus deteve pelo menos uma pessoa no protesto por esconder o rosto com máscara e resistir à prisão, segundo Audrey Smith, porta-voz da universidade.Os esforços de grupos de direitos civis para acabar com os monumentos confederados ganharam força há três anos depois que o supremacista branco Dylann Roof assassinou nove negros em uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul. O ataque levou à remoção de uma bandeira confederada do estado.Desde então, mais de 110 símbolos da Confederação foram removidos em todo o país, e mais de 1,7 mil ainda estão de pé, de acordo com o grupo de direitos civis Southern Poverty Law Center. Muitos dos monumentos foram erguidos no início do século 20, décadas após o fim da Guerra Civil.Em agosto de 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu abertamente a manutenção das “belas estátuas e monumentos” de confederados, que defendiam a escravidão na Guerra Civil. Os argumentos do presidente eram os mesmos que os supremacistas brancos, neonazistas e racistas haviam defendido no fim de semana anterior em Charlottesville, na Virgínia, quando protestos violentos causaram a morte de uma mulher, atropelada intencionalmente por um jovem adepto de ideias nazistas.Derrubadas de estátuas famosas que marcaram o mundo
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