Mais 122 venezuelanos são levados de Roraima para Rio Grande do Sul e São Paulo


18º voo do processo de interiorização saiu de Boa Vista às 8h10 desta quinta-feira (27), chegando a 2.328 imigrantes transferidos para outros estados do país desde abril. Boeing 767 da FAB levou de Boa Vista 122 imigrantes venezuelanos com destino ao Rio Grande do Sul e São Paulo
Alan Chaves/G1 RR
A 10ª etapa do processo de interiorização do Governo Federal foi finalizada nesta quinta-feira (27) com mais 122 venezuelanos transferidos de Boa Vista para os municípios de Cachoeirinha, Chapada e São Paulo. Boing 767 da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou às 8h10 (horário local) do Aeroporto Internacional Atlas Brasil Cantanhede.
De acordo com a Casa Civil, os primeiros imigrantes devem chegar a Porto Alegre às 13h40, onde desembarcam 70 deles. Desse total, 40 serão levados para a cidade de Cachoeirinha e 52 para Chapada.
Em seguida, o avião da FAB decola com destino a São Paulo, onde devem ficar os outros 30 venezuelanos. A previsão de chegada do Boing 767 é às 16h20.
Na terça-feira (25), o estado do Rio Grande do Sul já havia recebido 140 imigrantes. Setenta deles ficaram na capital, Porto Alegre, e nas cidades Canoas (21), Esteio (9) e Cachoeirinha (40). Com o voo desta quinta (27) o número de imigrantes no estado chega a 712.
Com a conclusão da 10ª etapa do processo de interiorização do Governo Federal, 18 voos foram realizados desde abril e oito estados do país e o Distrito Federal receberam venezuelanos que migraram para Roraima em busca de melhores oportunidades de vida e trabalho. Com isso, chega a 2.328 o número de venezuelanos interiorizados.
De acordo com a Casa Civil, responsável pelo processo, todos os imigrantes têm documentação como CPF e carteira de trabalho, foram vacinados, submetidos a exames de saúde e aceitaram participar voluntariamente do processo.
Aeronave decolou por volta das 8h10 (horário local) rumo ao RS e depois SP
Alan Chaves/G1 RR
A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros. Todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil – inclusive com CPF e carteira de trabalho.
A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Para aderir à interiorização, o ACNUR identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos participantes. A agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida. A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.
Imigração
Desde 2015, Roraima recebe um número crescente de venezuelanos que fogem, principalmente, da escassez de comida e remédios. Em três anos e meio já são mais de 75 mil pedidos de refúgio ou residência temporária só em Roraima.
Com essa chegada inesperada de milhares de venezuelanos, 10 abrigos foram abertos em Boa Vista e na fronteira com capacidade para 5 mil pessoas. As unidades, no entanto, já estão cheias e ainda há venezuelanos em situação de rua no estado.
Em razão disso, e da crescente tensão entre brasileiros e venezuelanos, que culminou em 18 de agosto com ataques a acampamentos e a expulsão de 1,2 mil imigrantes de Pacaraima, na fronteira, o governo federal decidiu agilizar a interiorização, transferindo até 400 venezuelanos por semana para fora do estado.
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