Loja é furtada e PM não atende chamado por falta de combustível, diz comerciante em Campina Grande

Registro do celular mostra chamada de 2 minutos para o 190, mas PM diz que não recebeu chamada. Segundo dona, na loja foram furtadas roupas e calçados de valores mais altos
Reprodução/TV Paraíba
Uma loja de roupas e calçados foi furtada na tarde desta segunda-feira (28), no Centro de Campina Grande. Os bandidos aproveitaram o momento em que um grupo de caminhoneiros fazia uma “buzinaço” pelas ruas do bairro. Segundo a dona do estabelecimento, ao ligar para a Polícia Militar e a solicitação foi recusada porque as viaturas estavam sem combustível.
Segundo a dona da loja, o furto ocorreu por volta de 13h30, enquanto o estabelecimento estava fechado para almoço. Ela estava próximo ao local, na casa dela, mas não ouviu o barulho do arrombamento por causa do som das buzinas dos caminhões. Na loja, a vitrine foi arrombada e foram levados roupas e calçados masculinos e femininos. O prejuízo ainda não foi calculado, mas a dona disse que os produtos levados eram os mais caros.
A comerciante afirma que ligou para o número 190 da Polícia Militar para informar sobre o crime, a pessoa que estava no atendimento do Centro Integrado de Operações da Polícia Militar (Ciop), informou que a PM não poderia ir ao local pois as viaturas estavam sem combustível.
“Eu liguei pra o 190 e disseram que não podiam mandar viatura, porque estavam sem combustível. Depois chamei um policial que vi passando pela rua e ele disse que como já havia acontecido, não havia mais situação de flagrante e que eu teria que acionar a Polícia Civil. Quando liguei para a Polícia Civil, também disseram que estavam sem combustíbel”, disse Angra Dantas, dona da loja, que destacou ainda que a ligação durou 2 minutos e 36 segundos.
Registro de ligação no celular da vítima mostra que chamada durou 2 minnutos e 36 segundos
Arquivo Pessoal
Apesar disso, o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar (10º BPM), coronel Cunha Rolim, informou que entrou em contato com o Ciop e disse que não havia nenhum registro de chamado por roubo de loja neste horário.
Já o delegado seccional da Polícia Civil, em Campina Grande, Luciano Soares, destacou que a situação ainda caberia busca e prisão em flagrante e que a Polícia Militar deveria ter atendido a ocorrência. Sobre a recusa de atendimento por parte da Polícia Civil, o delegado disse que as viaturas estão abastecidas e vai apurar porque recusaram o chamado. “Acho que houve algum erro por parte de algum servidor” , disse Luciano Soares.
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