Justiça mantém prisão de massoterapeuta investigada por morte de modelo após procedimento estético


A Justiça manteve a prisão preventiva de Valéria dos Santos Reis, que está
foragida e é acusada de ter feito aplicação de silicone industrial numa paciente
em 2015, gerando um processo infeccioso e inflamatório na vítima. A decisão foi
dada pelo juiz Aylton Cardoso Vasconcellos, da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá,
no último dia 22. Valéria também é investigada pela morte da modelo Mayara Silva
dos Santos, de 24 anos, após um procedimento estético ocorrido em julho deste
ano.De acordo com denúncia do Ministério Público estadual, o procedimento de 2015 foi feito por Valéria junto com Patricia Sílvia dos Santos, que apresentava-se como Paty Bumbum, com o auxílio do enfermeiro Josman Francisco da Silva. Os três foram denunciados pelo MP pelos crimes de associação criminosa, exercício ilegal da médicina e estelionato em setembro deste ano e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.A modelo Mayara Silva dos Santos, de 24 anos, morreu após ser submetida a um procedimento estético nos glúteos e nas coxas, em julho deste ano. O atendimento, segundo a polícia, aconteceu em um hotel no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Ela teve complicações no mesmo dia e, após ser socorrida por bombeiros, já chegou morta a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) situada na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste.O caso começou a ser investigado pela 16ª DP (Barra da Tijuca), mas foi transferido para a 42ª DP (Recreio). Inicialmente, a aposentada Tânia Cristina de Lima, dona do apartamento onde Mayara passou mal, contou, em depoimento, que a modelo, amiga de sua filha, havia ido ao local comprar produtos de beleza. Tânia citou ainda a massoterapeuta Valéria dos Santos Reis como a responsável pelo procedimento estético em Mayara.Valéria, por sua vez, também foi ouvida na 16ª DP. Ela também se apresentou como técnica de enfermagem e relatou que, por não ter consultório próprio, costuma fazer os atendimentos em residências ou hotéis. Segundo ela, Mayara teria marcado apenas uma avaliação, sem fazer qualquer procedimento cirúrgico. As investigações apontam que, além de Mayara, pelo menos três pessoas estiveram no hotel: Tânia, sua filha, Ohana, e a própria Valéria.
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