Justiça determina prisão preventiva de PMs acusados de homicídio e adulteração da cena do crime, em Senador Canedo


Conforme decisão, um deles foi pego usando celular no Presídio Militar e outro é investigado por outros crimes. Dupla deve ir a júri popular pelo caso. Justiça determina prisão de PMs investigados por matar e alterar cena de crime
A Justiça determinou a prisão dos policiais militares Gilmar Alves dos Santos e Paulo Márcio Tavares, nesta segunda-feira (24), em Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital. A dupla é acusada de matar o auxiliar de produção Tiago Ribeiro Messias, de 31 anos, e o adolescente Marco Antônio Pereira de Brito, que o fazia refém, além de adulterar a cena do crime para simular uma troca de tiros entre eles e as vítimas de homicídio.
A TV Anhanguera apurou que a defesa dos policiais irá orientar os clientes para que se entreguem no presídio militar e que entrará com novo pedido de soltura. A Polícia Militar disse à reportagem que ao ser notificada, cumprirá a ordem da Justiça.
Os acusados haviam sido soltos na última sexta-feira (21). Conforme a decisão desta segunda-feira do juiz Thulio Marco Miranda, além da gravidade dos crimes pelos quais eles são acusados, os dois PMs cometaram outros delitos.
Segundo ele, Paulo foi pego no último dia 22 de janeiro com “um aparelho de telefone celular, nas dependências do Presídio da Polícia Militar do Estado de Goiás”. Já Gilmar passou a ser investigado em dois outros inquéritos, um por uma morte e outro por lesão corporal.
O juiz, então, declarou a prisão preventiva dos dois, alegando que “permanecendo soltos, poderão voltar a delinquir”.
Tiago Messias morreu enquanto era feito refém em Senador Canedo
Facebook/Reprodução
Crime
O crime ocorreu na noite do dia 25 de novembro de 2017. Tiago foi abordado por um menor na chácara onde morava com a família. Ele foi obrigado a entrar no carro, um VW Gol, e dirigir para o assaltante, que entrou no banco do passageiro. Vítima e ladrão foram encontrados por policiais, que começaram a atirar contra o veículo. O refém e o assaltante foram mortos.
Imagens de câmeras de segurança mostraram policiais militares atirando várias vezes contra o carro. Em seguida, enquanto Tiago é socorrido, as filmagens indicam que os policiais simularam uma troca de tiros e alteraram o local do crime (veja vídeo acima).
Na época, o comandante da PM em Goiás, coronel Divino Alves, já havia admitido que houve “erro na abordagem” por parte dos policiais.
Vídeos mostram policiais militares cercando carro roubado com refém em Senador Canedo, Goiás
Polícia Civil/ Reprodução
Denúncia e julgamento
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou os dois policiais, em janeiro deste ano, por duplo homicídio qualificado. A decisão foi diferente do entendimento da Polícia Civil, que indiciou apenas um dos agentes pela morte do homem.
O promotor Leandro Murata esclareceu que os dois policiais tiveram participação nas duas mortes. Ainda segundo ele, não há possibilidade de alegar legítima defesa na morte do adolescente.
O juiz Thulio determinou que os policiais sejam levados a júri popular pelos crimes. Os dois PMs vão ser julgados pela morte de Marco Antônio, mas apenas Paulo Márcio vai responder pela morte de Tiago já que, segundo o juiz, o refém foi atingido apenas por disparos feitos por Paulo.
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