Justiça afasta presidente do Salgueiro e marca nova assembleia


RIO – Em um novo capítulo na disputa judicial que se arrasta há sete meses, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) determinou, nesta quinta-feira, o afastamento da atual presidente Regina Celi, considerada inelegível. Em sua decisão, o desembargador Werson Rêgo marcou uma nova assembleia da agremiação, com a missão de eleger a nova chapa que administrará o Salgueiro, para o próximo dia 16. Regina Celi e a chapa 1 foram considerados inelegíveis em julgamento do TJRJ realizado em maio deste ano.O desembargador também determinou, durante o período compreendido entre o afastamento da atual mandatária e a realização da nova assembleia, que o atual vice-presidente do Acadêmicos do Salgueiro, Jô Casemiro, seja o interventor da escola. Jô assumirá a presidência de forma interina e, de acordo com a nova decisão, caberá a ele dar cumprimento ao processo eleitoral estabelecido pela Justiça. O GLOBO procurou a advogada de Regina Celi, mas até o momento não obteve retorno.Imbróglio JudicialA disputa judicial na Academia do Samba se arrasta desde 6 de maio, quando Regina Celi foi reeleita para o seu quarto mandato consecutivo. No dia 16 do mesmo mês, entretanto, o Tribunal de Justiça do Rio considerou a chapa da presidente inelegível, em uma ação movida pela oposição antes do pleito. Entre as irregularidades consideradas pelos desembargadores estava o limite de dois mandatos consecutivos na presidência, estabelecido pelo estatuto da agremiação.Desde então, as duas chapas travam uma disputa na Justiça. No dia 1° de agosto, o desembargador Werson Rêgo havia negado recursos dos dois lados: Regina Celi pedia novas eleições, enquanto a chapa 2, liderada por André Vaz, pedia a posse imediata. No despacho, o magistrado justificou que cabia à escola, por meio de suas instâncias, decidir o futuro da agremiação.Em agosto, a comissão eleitoral do Salgueiro, presidida por Marcelo Ferreira, deu um parecer determinando o afastamento de Regina Celi da presidência da Vermelho e Branco. Três dias depois, a Justiça concedeu uma liminar determinando a posse da nova direção dentro de 48 horas.Três dias depois, no entanto, o desembargador Werson Rêgo suspendeu o efeito da liminar obtida na sexta-feira pela chapa de oposição, liderada por André Vaz, que determinava a saída de Regina Celi da presidência da agremiação dentro de 48 horas.
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