Juíza encontra bebidas alcoólicas, facas e celulares durante revista em ‘pocilga’ da penitenciária de Santarém


Um boletim de ocorrência foi registrado na 16ª Seccional por um dos policiais que acompanhou a revista. Penitenciária de Santarém está com lotação três vezes acima da sua capacidade segundo Vara de Execuções Penais de Santarém
Reprodução/TV Tapajós
Após denúncias que chegaram ao conhecimento da juíza Rafaella Moreira Lima Kurashima, titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de Santarém, no oeste do Pará, de que condutas ilícitas estariam ocorrendo na área destinada aos presos do semiaberto no Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura (Crashm), uma revista foi realizada no local dia 17 de agosto, e para surpresa da autoridade, bebidas alcoólicas e armas foram encontradas no local.
A revista à ‘pocilga’ foi acompanhada por uma equipe de policiais do Grupo Tático Operacional (GTO) da Polícia Militar, por solicitação da juíza Rafaella Kurashima.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil, por um policial militar, na ‘pocilga’ foram encontradas 12 garrafas de cachaça ainda intactas, uma garrafa que já havia sido usada, latinhas de cerveja (secas), 3 aparelhos de telefone celular, traje feminino (aparentando ser a blusa de um baby doll), embalagens com preservativos intactos, balança de precisão, recipiente com chips para celular, pó preto aparentando ser pólvora, bastão para preparação de munição, 4 facas e uma lâmina de faca, entre outros pequenos objetos.
No local, além de presos do regime semiaberto foram encontrados presos do regime fechado, em desrespeito à Lei de Execuções Penais. Mas, segundo a direção da penitenciária, a permanência de presos de regismes distintos no mesmo ambiente se dá em razão da superlotação do Crashm que hoje está com número de presos três vezes maior que a sua capacidade.
Devido à superlotação, 58 presos do semiaberto estão ocupando a sala onde funciona a Escola Penitenciária, por decisão da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). Essa medida provocou a suspensão das aulas para os detentos.
Ao G1, por meio de nota, a Susipe informou que a situação é provisória e está buscando uma solução para a custódia dos internos e retorno das aulas.
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