Juiz condena ex-servidor da Assembleia Legislativa a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro em MT

A decisão foi publicada no Diário da Justiça que circula nesta segunda-feira (24). Marcos Faleiros, juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá
Alair Ribeiro/TRE-MT
O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou Geraldo Lauro, ex-chefe de gabinete do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva, a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O G1 não conseguiu entrar em contato com a defesa de Geraldo.
A decisão foi publicada no Diário da Justiça que circula nesta segunda-feira (24).
Na decisão, o magistrado também condenou o contador José Quirino Pereira e o técnico em contabilidade Joel Quirino Pereira à prisão. Cada um recebeu a pena de 11 anos e 8 meses de prisão.
Os três podem recorrer da decisão em liberdade.
A decisão é relacionada à Operação Arca de Noé, que apura esquema de desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa entre os anos de 1999 e 2002.
Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Riva recorria frequentemente à Confiança Factoring, do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, para trocar os cheques recebidos no suposto esquema e, assim, ter dinheiro para pagamento de despesas pessoais ou decorrentes de campanhas eleitorais.
“Tais cheques nominais à  C. P. T. Almeida , suposto fornecedor da AL/MT, eram encaminhados pelos próprios deputados para a Confiança Factoring e lá eram trocados por dinheiro, ou por cheques emitidos pela Confiança e nominais aos Deputados José Riva e Humberto Bosaipo ou a pessoas ou empresas indicadas pelos referidos; posteriormente os cheques emitidos contra a conta corrente da Assembleia Legislativa Estadual eram compensados ou sacados em prol da Confiança Factoring (folhas 584/607-PGJ), fechando-se assim o círculo criminoso de desvio e apropriação indevida de dinheiro público.”, diz trecho da denúncia.
Na decisão, o juiz manteve a suspensão do processo em relação a João Arcanjo Ribeiro e determinou o desmembramento dos autos para o prosseguimento da ação penal.
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