Jovens que usam apps de pagamento tendem a tomar piores decisões financeiras, sugere pesquisa


O grupo de usuários também apresentou menores níveis de educação financeira (Foto: Pexels)

 

Em geral, millennials que têm o hábito de fazer pagamentos por aplicativos móveis tendem a apresentar piores hábitos e decisões relacionadas às próprias finanças. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Escola de Negócios da Universidade George Washington. O estudo foi elaborado pelo Centro Global de Excelência em Educação Financeira, vinculado à instituição.

Foram analisados os hábitos de consumo e gestão de finanças da geração conhecida como Millennial (ou Geração Y). A análise considerou as respostas de aproximadamente 10 mil jovens norte-americanos de 18 a 34 anos a duas pesquisas realizadas em 2015 e 2016.

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Os resultados indicam que aqueles que utilizam meios digitais de pagamento – como a leitura de QR Codes ou por aproximação do smartphone – são mais propensos a gerenciar mal suas próprias finanças do que os que não utilizam. A maior diferença diz respeito ao percentual de jovens que já retiraram dinheiro de seus planos de aposentadoria: 37% no primeiro grupo e 9% no segundo.

As diferenças também aparecem com evidência na realização de empréstimos consignados (22% contra 9%); pagamento de taxa por ultrapassar o limite do cartão de crédito (17% contra 8%) e fazer um empréstimo apresentando o próprio veículo como garantia (16% contra 5%). Os usuários desse tipo de app também foram maioria entre os que atingem ocasionalmente o cheque especial, embora com uma menor diferença (21% contra 18%).

O grupo também apresentou menores níveis de educação financeira do que o de pessoas que não utilizam esses meios – embora apresentem maiores níveis de educação e maiores rendimentos do que eles.

O estudo destaca que os resultados não são suficientes para apontar uma relação de causa e efeito entre o uso dos aplicativos e a má gestão financeira. Por outro lado, indicam que essas ferramentas têm atraído um público que precisa de serviços que vão além das transações financeiras. 

“Essas necessidades – por exemplo, ajudam a lidar com a dívida de curto prazo ou a minimizar as taxas – são oportunidades claras de inovação que podem ser direcionadas pelos desenvolvedores de tecnologia financeira”, completa o estudo.
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