Joesley e Wesley Batista apresentam proposta para encerrar processo de ‘insider trading’ na CVM

RIO – Às vésperas de se completar um ano da delação premiada da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista e a controladora FB Participações apresentaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira proposta de termo de compromisso para encerrar o processo de uso indevido de informação privilegiada (insider trading) com ações da JBS. Segundo apurou O GLOBO, a proposta foi apresentada conjuntamente.

A proposta ainda precisa ser apreciada pela procuradoria da CVM e aprovadas pelo colegiado da autarquia. Por meio do termo de compromisso, o processo é encerrado mediante o pagamento de uma quantia pelos acusados, que não assume, porém, culpa pelos desvios.

Procurados por meio de sua assessoria de imprensa, os acusados não quiseram comentar a informação.

O processo que os irmãos Batista tentam encerrar acusa os acionistas de terem vendido ações da JBS antes de a delação premiada do grupo via a público, evitando uma perda milionária com a desvalorização dos papéis como consequência de sua divulgação. Em fevereiro, O GLOBO informou que relatório preliminar mostrava que a CVM concluiu que, apenas no mercado de ações, o uso de informação privilegiada proporcionou aos controladores da JBS “vantagem indevida” de R$ 72,98 milhões.

Caso o processo continue e os acusados sejam condenados, eles podem ter que pagar multa de até três vezes a vantagem obtida.

Na semana passada, Wesley Batista e mais sete executivos da JBS — incluindo o patriarca José Batista Sobrinho, que hoje comanda o grupo — apresentaram proposta de termo de compromisso em um processo que apura se eles falharam no dever de informar o mercado sobre a delação premiada do grupo, que acabou sendo revelada pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim no dia 17 de maio do ano passado.

O grupo e seus executivos são alvos de três processos sancionadores — do tipo mais avançado, com acusação já formulada — na CVM. Wesley é acusado em dois deles, enquanto Joesley é denunciado em um. Também são acusados a FB Participações, JBS, Seara Alimentos, Eldorado Brasil Celulose e Jeremiah Alphonsus O’Callaghan, diretor de relações com investidores da JBS. Dois desses processos tratam de acusação de uso indevido de informação privilegiada (insider trading) e manipulação de mercado com ações e derivativos de câmbio.


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