Investimentos de impacto crescem 42% no biênio 2016/2017, apesar de crise


Setor com maior número de investimentos foi o de tecnologia da informação e comunicação (Foto: Thinkstock)

 

Apesar da instabilidade política e econômica, o número de investimentos de impacto — aqueles feitos em empresas com objetivos sociais  — cresceu 42% no biênio 2016/2017, na comparação com o período 2014/2015, segundo o estudo “Panorama do Setor de Investimento de Impacto no Brasil”, realizado pela Rede Aspen de Empreendedores de Desenvolvimento e pela Associação de Capital Privado na América Latina (LAVCA).

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Na mesma dinâmica, o valor aplicado cresceu 56%, totalizando US$ 131 milhões (R$ 476 milhões), por meio de 69 operações de 29 investidores.

De acordo com a pesquisa, divulgada com exclusividade à Época NEGÓCIOS pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, parceira na execução do estudo, o setor com o maior número de operações foi o de tecnologia da informação e comunicação — com 23% do total — seguido pelo de saúde (10%).

Guilherme Karam, coordenador da Fundação
Grupo Boticário de Proteção à Natureza (Foto: Divulgação)

Os investimentos de impacto no Brasil foram concentrados em empresas no estágio de expansão e crescimento. De acordo com o relatório, o total investido nessas companhias foi de US$ 123 milhões (R$ 447 milhões) entre 2016 e 2017— representando dois terços das 69 operações. 

“Os investidores de capital privado na América Latina estão cada vez mais focados no impacto de seus aportes e apoiando empresas que melhorarão as condições sociais e financeiras da região”, afirma Cate Ambrose, presidente da LAVCA.

Para 2018 e 2019, as perspectivas são ainda mais otimistas, de acordo com a pesquisa: oito investidores planejam fazer aportes de US$ 190 milhões (R$ 691 milhões) e realizar 176 operações.

“Os negócios de impacto são crescentes e os investidores encontram no Brasil inúmeras oportunidades. A conservação da natureza traz muitos benefícios à sociedade e tem grande potencial de gerar bons negócios”, diz Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

 
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