Intervenção federal no Rio não será prorrogada, diz Bolsonaro


GUARATINGUETÁ (SP) – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta sexta-feira que a intervenção militar no Rio de Janeiro não será prorrogada durante seu governo. Segundo ele, o Congresso pode discutir a prorrogação da operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO), o que permitira que as Forças Armadas continuassem atuando no estado, mesmo que o governo federal deixe o comando da Segurança Pública. A intervenção federal no Rio gera preocupação na equipe do presidente eleito porque enquanto ela estiver valendo o Congresso não pode aprovar emendas à Constituição (PEC).Após participar de um evento de formatura de oficiais da Aeronáutica em Guaratinguetá, Bolsonaro defendeu que integrantes das Forças Armadas e policiais não podem ser processados após “cumprimento da missão”. Durante a campanha, ele já havia defendido o chamado excludente de ilicitude para, segundo relatos, dar retaguarda jurídica aos agentes de segurança pública. – Eu assumindo, não prorrogarei (a intervenção). Se quiserem falar em Garantia da Lei e da Ordem, eu vou depender do Parlamento para assinar – disse.Durante a cerimônia, Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), o presidente eleito foi aplaudido pelos presentes e entregou condecorações aos dois melhores colocados da turma. Em entrevista coletiva concedida após a cerimônia, disse que não admitiria que oficiais das Forças Armadas e policiais tenham que responder a processos depois de ações. – Devemos, sim, ter segurança jurídica caso contrário como presidente não serei irresponsável de botar os nossos homens e mulheres na rua para após o cumprimento da missão serem processados – disseNesta sexta-feira, o presidente eleito deve visitar o Santuário Nacional de Aparecida e depois conceder entrevista para as emissoras católicas.
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