Humanidade eliminou 60% dos animais desde 1970, aponta relatório


Relatório aponta que humanidade destruiu 83% de todos os mamíferos (Foto: BBC)

 

A humanidade eliminou 60% do número de mamíferos, aves, peixes e répteis desde 1970, levando os principais especialistas do mundo a alertar que o extermínio da vida selvagem é agora uma emergência que ameaça a civilização. Isso é o que aponta relatório Living Planet Index produzido pela ONG WWF com 59 cientistas do mundo todo.

O documento detalha que o crescente consumo de alimentos e recursos pela população global está destruindo a natureza. “Estamos sonambulando na beira de um precipício”, disse Mike Barrett, diretor executivo de ciência e conservação da WWF, ao The Guardian. “Se houvesse um declínio de 60% na população humana, equivaleria esvaziar a América do Norte, a América do Sul, a África, a Europa, a China e a Oceania. Essa é a escala do que fizemos aos animais.”

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Cientistas acreditam que o mundo começou uma sexta extinção em massa, a primeira a ser causada por uma espécie — o Homo sapiens. Análises recentes revelaram que a humanidade destruiu 83% de todos os mamíferos e metade das plantas desde o alvorecer da civilização e que, mesmo que a destruição terminasse agora, levaria de 5 a 7 milhões de anos para o mundo natural se recuperar.

O Living Planet Index, produzido para a WWF pela Sociedade Zoológica de Londres, usa dados sobre 16.704 populações de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios, representando mais de 4.000 espécies, para rastrear o declínio da vida selvagem.

Entre 1970 e 2014, de acordo com os últimos dados disponíveis, a população animal caiu em média 60%. Quatro anos atrás, o declínio era de 52%. A “verdade chocante”, diz Barrett, é que a agressão à vida selvagem continua inabalável. A vida selvagem e os ecossistemas são vitais para a vida humana, diz o professor Bob Watson, cientista ambiental e presidente de um painel intergovernamental sobre biodiversidade.

A maior causa de perdas de vida selvagem é a destruição de habitats naturais, em grande parte para criação de terras agrícolas. Três quartos de todas as terras da Terra são agora significativamente afetados pela atividade humana. Matar por comida é a segunda maior causa — 300 espécies de mamíferos estão sendo destruídas — enquanto os oceanos são excessivamente explorados, com mais da metade das espécies de peixes sendo pescada industrialmente.

As regiões mais afetadas são a América do Sul e América Central, que registraram uma queda de 89% na população de vertebrados, em grande parte impulsionada pelo corte de vastas áreas de florestas ricas em vida selvagem.

Os habitats que mais sofrem danos são rios e lagos. Nestes locais, as populações de animais selvagens caíram 83%, devido à enorme sede da agricultura e ao grande número de barragens. “Novamente, há essa ligação direta entre o sistema alimentar e o esgotamento da vida selvagem”, disse Barrett. Comer menos carne é uma parte essencial da reversão das perdas, disse ele.
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