Grupo supremacista britânico classifica príncipe Harry como 'traidor da raça'


RIO — Um grupo supremacista britânico tem utilizado as redes sociais para classificar o príncipe Harry como um “traidor da raça” por ter se casado com Meghan Markle, mulher de origem negra, sugerindo que o Duque de Sussex deveria ser assassinado por conta disso. O Sonnenkrieg Division, versão britânica do grupo niilista americano Atomwaffen Division, que encoraja o terrorismo e é acusado de ter realizado cinco assassinatos nos EUA, tem como líder o jovem Andrew Dymock, universitário de 21 anos da cidade de Bath, segundo investigação da BBC News.Em grupos de conversa em uma plataforma de jogos online, os participantes do grupo americano e britânico, trocavam mensagens extremistas utilizando pseudônimos. De acordo com a BBC, os grupos focavam as conversas em comentários contra policiais, comunidades interraciais, homossexuais e em favor da violência e do ódio como meios de se iniciar uma “guerra racial”. linksEm imagens publicitárias produzidas para o Sonnenkrieg Division, feitas supostamente por um membro londrino de 17 anos, o príncipe Harry aparece com uma arma ao lado da cabeça, sobre uma poça de sangue, com os dizeres “até mais, traidor da raça”. Outra imagem sugere que casais interraciais não devem existir e que o assassinato de mulheres brancas que se relacionam com homens não brancos é uma atitude digna.Como braço britânico do americano Atomwaffen Division, o Sonnenkrieg é estimado entre dez e 15 participantes no Reino Unido — segundo as conversas analisadas, Dymock tinha planos de visitar os EUA para se encontrar com os colegas de lá. De acordo com a BBC, o Atomwaffen defende a destruição da sociedade atual para a construção de um estado de cunho nacionalista e socialista.Acusado de ter ligações com o assassinato de cinco pessoas nos EUA, o Atomwaffen é apontado pelos pais de Blaze Bernstein, jovem de 19 anos, pela sua morte, supostamente por ser judeu e gay. Bernstein, que morava na Califórnia, foi esfaqueado mais de 20 vezes em fevereiro.Procurado, Dymock, que já foi interrogado pela mutilação de uma adolescente — o jovem aparecia, em uma foto, ao lado do corpo nu da moça, gravado com uma suástica — negou as acusações, afirmando que não tem nenhuma relação com as organizações citadas pela investigação.
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