Grupo de Lima pede 'solução pacífica' para a crise na Venezuela


LIMA — O Grupo de Lima, formado por governo de nações da América do Sul,
Central e Caribe, emitiu neste sábado uma nota na qual reafirmou seu compromisso
com o que chamou de “uma saída pacífica” para a grave crise que assola a
Venezuela. A declaração do grupo surge um dia após a declaração do
secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que afirmou que nenhuma opção para
derrubar o regime de Nicolás Maduro
fora descartada, inclusive uma intervenção militar.LEIA MAIS: Zapatero condena sanções à Venezuela e defende diálogoSecretário da OEA diz que não se deve descartar ‘intervenção militar’ na VenezuelaOEA cria grupo para tratar de crise migratória e promete buscar verba para ajudar venezuelanosO Grupo de Lima foi formado em agosto de 2017 na capital peruana, e é
composto por 17 nações. Barbados, Estados Unidos, Granada, Jamaica e Uruguai
apoiam o grupo como observadores, assim como a OEA e União Europeia.Confira abaixo a íntegra da nota do Grupo de Lima: Os governos de Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras,
México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia, países membros do Grupo Lima,
reafirmam seu compromisso de contribuir para a restauração da democracia na
Venezuela e para superar a grave crise política, econômica, social e humanitária
que esse país atravessa, por meio de uma saída pacífica e negociada. Nesse
sentido, continuarão a promover iniciativas com esse fim no âmbito do Direito
Internacional.Exortam uma vez mais o regime venezuelano a pôr fim às violações dos
direitos humanos, libertar os presos políticos, respeitar a autonomia dos
poderes do Estado e assumir a responsabilidade pela grave crise que a Venezuela
vive hoje.Da mesma forma, expressam sua preocupação e seu rechaço a qualquer curso
de ação ou declaração que implique uma intervenção militar ou o exercício da
violência, a ameaça ou o uso da força na Venezuela.
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