Greve dos caminhoneiros afeta aulas em universidades de Goiás

Universidades suspenderam atividades e estudantes relatam dificuldade em chegar às instituições. Rede estadual decretou recesso. Estudantes esperam ônibus em pontos de Goiânia
Sílvio Túlio/G1
A greve dos caminhoneiros em protesto contra o alto preço do diesel afetou as aulas em várias instituições de ensino de Goiás. Universidades suspenderam aulas e alunos relatam dificuldade em chegar até as unidades. A rede estadual de ensino decretou recesso nas escolas.
A estudante Mariana Moreira Dias, de 18 anos, mora em Nerópolis, na Região Metropolitana da capital, e diz que não tem como chegar até a universidade em que estuda. “A frota de ônibus já está reduzida. Não tem combustível em num posto da cidade, então não tem nem como ir de carro”, disse.
A universitária Shara Cristina Bastos, de 21, mora na capital e enfrenta o mesmo problema. “Eu pego dois ônibus e estou esperando um deles há 40 minutos. Vou chegar atrasada na faculdade. Amanhã penso em nem ir, se a situação continuar desse jeito, porque fica muito complicado”, afirmou.
A estudante de biotecnologia Jessica Gomes Sobrinho, 23, não teve problemas para chegar ao campus da Universidade Federal de Goiás no Setor Universitário, pois pega a linha do citbus, e não sentiu diferença. No entanto, toda terça-feira ela tem aulas no campus samambaia, onde só vai de ônibus.
“Aí eu acho que vai complicar um pouco mais. Em geral, o ônibus passa de 40 em 40 minutos. Com essa redução da frota então, vai piorar. Vou ter que acordar mais cedo. Acho que se a situação permanecer assim, a faculdade teria que interromper as aulas até que a situação se normalize”, diz.
Algumas universidades de Goiás suspenderam as aulas devido à redução no número de ônibus circulando. O Instituto Federal de Goiás (IFG) informou, por meio de sua reitoria, que as unidades de Inhumas, Valparaíso de Goiás, Formosa, Águas Lindas e Itumbiara tiveram suas aulas suspensas nesta segunda-feira (28). No entanto, as atividades administrativas foram mantidas.
O IFG informou ainda que cada unidade está entrando em contato com os alunos para que eles fiquem atentos aos comunicados enviados pelas coordenações para saberem se a situação será normalizada na terça-feira (29).
Campus IFG em Itumbiara, Goiás
Reprodução/IFG
A Universidade Estadual de Goiás informou que os diretores de todos os câmpus têm autonomia para decidirem sobre a suspensão ou não das aulas. Até o momento, a unidade de Itumbiara está com as atividades paralisadas até quarta-feira (30).
Já na Universidade Paulista, as aulas também foram as aulas foram suspensas nessa segunda-feira devido à paralisação dos caminhoneiros. “A princípio, a situação volta ao normal na terça-feira [29]. Hoje, todas as aulas foram suspensas, em todos os horários”, disse a chefe de campo da instituição, Samara Gomes.
A Universidade Federal de Goiás informou que solicitou aos professoras a flexibilização do registro de frequência nas aulas e evitem atividades de avaliação nesta segunda-feira. A instituição pediu também compreensão das faculdades pela ausência de servidores que estejam impossibilitados de se deslocar até a UFG devido as consequências da paralisação.
Na Unialfa, não houve qualquer alteração no cronograma de aulas e também não há, até o momento, previsão de suspensão das atividades.
Redes municipais
A Secretaria Municipal de Educação de Goiânia informou que as atividades nas escolas seguem normais e que não houve nenhum prejuízo ao fornecimento de merendas por falta de gás ou alimentos.
Em Aparecida de Goiânia também não haverá mudança nos horários de aula e que não houve problema na preparação da merenda. Entretanto, “caso a greve perdure, fará mudanças no cardápio para não ter que paralisar as atividades da rede municipal de ensino, pelo menos neste primeiro momento”.
Escolas municipais de Goiânia estão com as atividades normais
Vitor Santana/G1
Rede estadual
A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) decretou recesso nas escolas estaduais a partir do dia 29 de maio. A causa foi a falta de combustível para abastecer os ônibus que levam os alunos até às escolas e também a dificuldade de professores e demais servidores em comparecer às unidades.
Em nota, a secretaria disse que desde a última sexta-feira (25), 311 escolas de 17 municípios foram afetadas pela paralisação dos caminhoneiros. Só nesta segunda-feira, 141 unidades precisaram suspender as aulas devido à falta de grande parte dos alunos matriculados.
De acordo com a Seduce, 139 escolas já tinham um recesso programado o ato dos caminhoneiros não vai prejudicar o andamento. Nas demais, será feito um calendário para a reposição das aulas.
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