Governo de SP diz que operação foi 'duro golpe' ao PCC

SÃO PAULO — O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Magino Alves Barbosa Filho, chamou de “duro golpe” para o PCC a operação Echelon, deflagrada pela Polícia Civil em parceria com o Ministério Público Federal e a Secretaria de Administração Penitenciária, na manhã desta quinta-feira. Segundo ele, a operação conseguiu desbaratar uma célula da facção criminosa que, de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau, interior de São Paulo, ordenava execuções e crimes diversos em diferentes estados do país.— Toda vez que você consegue derrubar um esquema, desfere um golpe duro, que é sentido pela organização — afirmou, durante entrevista coletiva. Dos 75 mandados de prisão decretados, foram cumpridos 63. A operação também culminou com o isolamento de sete lideranças do PCC, enviadas para cumprir pena em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. De acordo com o promotor Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime ( Gaeco), essas sete lideranças ascenderam ao comando da facção no final de 2016. Foi quando o primeiro escalão do PCC foi enviado ao RDD, e acabou isolado do restante da organização. — Essas novas lideranças já ocupavam cargos de confiança dentro da organização. Quando seus líderes foram isolados, passaram a acumular funções — afirmou.Os sete eram responsáveis por uma célula que ficou conhecida, entre os criminosos, como “sintonia de outros estados e países “. Seu objetivo, segundo a Polícia Civil, era consolidar e expandir a presença do PCC em outros estados e países. Segundo Gakyia, o grupo foi responsável por deflagrar “centenas de rebeliões” em presídios desde o final de 2016 e teria ordenado a morte de agentes públicos e de rivais. Questionado sobre o envolvimento dessa célula com a onda de crimes cometidos em Minas Gerais e Rio Grande do Norte nas últimas semanas, Gakyia afirmou que as investigações ainda estão em andamento, e não poderia dar maiores detalhes. As sete lideranças, segundo a Polícia Civil, foram identificadas através da análise da caligrafia de bilhetes interceptados na rede de esgoto do presídio.De acordo com o secretário de administração penitenciária Lourival Gomes, as suspeitas que deram origem à operação surgiram em abril do ano passado.— Foi quando recebemos a informação de que, de dentro de Presidente Venceslau, eram direcionadas mensagens para o restante do estado — diz ele.Segundo conta, as mensagens não eram interceptadas porque, toda vez que os investigadores entravam no Pavilhão II do presídio, de onde essas ordens partiam, os bilhetes manuscritos eram descartados em vasos sanitários. Sua interceptação foi possível quando foram instaladas redes no sistema de esgoto da penitenciaria, de onde os bilhetes foram coletados para análise.Segundo o promotor Gakyia, a operação de hoje foi bem sucedida porque a ascensão de novos líderes na cadeia de comando do PCC requer o estabelecimento prévio de laços de confiança entre os membros da facção, que teriam sido desfeitos.— Nossa maior intenção é desarticular o crescimento do PCC em São Paulo e em outros estados. Nesse sentido, foi uma ação pioneira.
Leia a notícia completa em O Globo Governo de SP diz que operação foi ‘duro golpe’ ao PCC

O que você pensa sobre isso?