Governador de SP nega necessidade de transferir chefes de facção criminosa para presídio federal


SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), disse nesta sexta-feira que não há necessidade de transferir para presídios federais chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que estão em penitenciárias paulistas. Na quarta-feira, um dos promotores que investiga o crime organizado em São Paulo havia dito que a transferência dos presos poderia ser uma saída para frustar uma tentativa de fuga.

– Hoje não há (necessidade de transferência). As forças de segurança não sentem essa necessidade – afirmou França, durante cerimônia na Academia de Polícia Militar de São Paulo. – Na hora em que as forças de segurança entenderem por bem que há necessidade de qualquer mudança, não terei nenhum problema em fazer. Mas não há essa fala hoje de maneira uníssona – completou.

PCC

Em entrevista à rádio Bandeirantes, na quarta-feira, o promotor Lincoln Gakiya afirmou que há “um risco iminente (de resgate) em Presidente Venceslau”, cidade do interior de São Paulo onde fica o presídio em que estão alguns dos chefes do PCC, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

– Nós já tivemos experiências assim em outros momentos que, de algum jeito, produziriam reações… Não se pode ignorar isso. É preciso que as decisões sejam tomadas com cautela – afirmou França.

Nas últimas semanas, autoridades de segurança pública foram informadas sobre um suposto plano de resgate de presos do município do interior que incluiria o recrutamento de mercenários internacionais, o uso de explosivos e o bloqueio das principais ruas de Presidente Venceslau.

A transferência da cúpula do PCC para um presídio federal divide opinião de investigadores do crime organizado e autoridades de segurança pública em São Paulo.

Há quem entenda que manter os presos no estado facilita a investigação e o monitoramento de celulares com que se comunicam. A mudança poderia atrapalhar investigações em andamento. Outros temem que uma transferência de líderes do PCC poderia desencadear rebeliões em outros presídios – justo no período em que França está transferindo o governo para João Doria (PSDB).

Por outro lado, enviar esses detentos para presídios federais frustaria o plano de resgate.


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