Gestores locais estimam que metade dos selecionados no Mais Médicos já era do SUS


BRASÍLIA – O presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de
Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, estima que a maioria das
vagas do Mais Médicos foi preenchida com profissionais que já
atendem pelo SUS e vão trocar os seus postos atuais de trabalho
para atuar em outros municípios em busca de salários e condições mais vantajosas
do programa. Somente os médicos de equipes de Saúde da Família respondem por ao
menos 34% dos 8,3 mil selecionados. Mas há, segundo ele, migração de
profissionais de outras áreas, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e
hospitais, segundo mapeamento dos gestores. Um levantamento preliminar de conselhos nos estados que reúnem as secretarias
municipais de Saúde considerou profissionais cadastrados em todos os serviços do
SUS, e não somente na Saúde da Família. Esse cruzamento de dados mostra, por
exemplo, que das 43 vagas ofertadas em Roraima, 36 (83,7%) foram ocupadas por
médicos que já trabalhavam na rede pública, sendo sete da Saúde da Família.
Quase todos atendiam no próprio estado. Mais Médicos Para o Acre, que tem 104 vagas no Mais Médicos, há 57 selecionados (55%)
vindos do SUS, dos quais 33 ligados ao Saúde da Família. No Amazonas, onde foram
ofertadas 322 vagas, há 95 profissionais (29,5%) que já atuavam na saúde
pública, sendo 24 em equipes de Saúde da Família. O Amapá tem 26 médicos
alocados que já tinham vínculo com o SUS, ou 34% das suas 76 vagas, com cinco
dos inscritos migrando da Saúde da Família. As vagas remanescentes do edital do Mais Médicos atualmente aberto serão
ofertadas em uma seleção posterior, voltada para médicos formados no exterior
sem diploma validado no Brasil. Atualmente, segundo Mauro Junqueira, há 122 mil
estudantes brasileiros de Medicina nos países vizinhos, como Paraguai e Bolívia.
Ele aponta o dado como preocupante pela quantidade de profissionais e o
desconhecimento da qualidade da formação e cobra do Ministério da Educação um
acompanhamento mais próximo da situação. – É preocupante, é muita gente sendo formada, muito brasileiro. E qual a
formação dessas pessoas? Estão preparadas? – questiona Junqueira.
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