Galloro diz que terá 'a maior honra' de participar do governo Bolsonaro


BRASÍLIA – O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, indicou na tarde desta quinta-feira que
não tem mais interesse de voltar para a instituição após deixar o cargo no ano
que vem e que terá a “maior honra” de participar do futuro governo do presidente
eleito Jair Bolsonaro
(PSL).- Depois de o fim de carreira na Polícia Federal quando, você atinge o cargo
de diretor-geral você não está mais disposto a retornar para a instituição, por
causa de uma série de razões, até hierárquicas. Então por isso que estou
analisando hoje várias possibilidades, mas com certeza, convidado para um cargo
neste governo do presidente Jair Bolsonaro
terei a maior honra de atender – afirmou o atual diretor-geral que deverá ser
substituído por Maurício Valeixo, ex-superintendente da PF no Paraná e que foi
escolhido pelo futuro ministro da Justiça Sérgio Moro para ocupar o cargo.Galloro
esteve ontem no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete
de transição do futuro governo. Na ocasião ele se reuniu com Moro, mas disse
hoje que a ida ao CCBB foi uma “visita técnica” para transmitir informações da
corporação para a equipe responsável pela transição.O atual diretor-geral deu entrevista na sede do Ministério da Justiça para
explicar sobre a Operação Escuridão, deflagrada pela PF em Roraima e que prendeu
o filho da governadora do estado e outras 10 pessoas suspeitas de envolvimento
em um esquema que desvio de dinheiro em contratos para alimentação de presos que
somavam R$ 70 milhões. De acordo com Galloro, a
operação foi a terceira realizada neste ano para apurar suspeitas de
irregularidades no sistema prisional de Roraima. Questionado se a
governadora Suely Campos será investigada, ele disse apenas que a apuração terá
continuidade, mas que não poderia dar mais detalhes.Ele ainda aproveitou para destacar os números da PF em sua gestão e disse
que, neste ano, foi quebrado o recorde de apreensão de cocaína no país.- Temos uma média de quatro operações (da PF) por dia. Batemos o recorde
histórico brasileiro de apreensão de cocaína no ano, e ainda temos operações em
andamento- ressaltou.
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