Futuro chanceler anuncia apoio de governo Bolsonaro à reeleição de Almagro na OEA


O futuro chanceler Ernesto Araújo anunciou nesta quinta-feira no Twitter o apoio do governo Bolsonaro à reeleição de Luis Almagro como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos. Almagro afirmara horas antes a intenção de permanecer à frente da OEA.”Luis Almagro tem exercido o cargo de secretário-geral da OEA com firmeza e coragem, apontando caminhos para defender a democracia e combater o autoritarismo na região. Sua candidatura à reeleição como SGOEA contará com o apoio do Brasil no governo Bolsonaro”, tuitou Araújo. AraujoAlmagMais cedo, Almagro anunciara que sua decisão de tentar se reeleger havia sido estimulada por um grupo de países.”Embaixadores de Colômbia e Estados Unidos me comunicaram a proposta conjunta de um grupo de países expressando apoio à minha candidatura. Decidi aceitar esta responsabilidade”, disse no Twitter o diplomata uruguaio, cujo mandato na OEA termina em 2020. Almagro, de 55 anos, assumiu em 26 de maio de 2015 como secretário-geral da OEA sucedendo o chileno José Miguel Insulza, depois de ter sido chanceler do Uruguai. Em fevereiro de 2015, durante um discurso ante o Conselho Permanente da organização para apresentar seu plano de gestão, esclareceu que cumpriria somente o mandato de cinco anos no cargo. AlmagroAraujoNaquele momento, Almagro disse que optaria por não se reeleger, a fim de dar espaço para que países do Caribe ou da América Central ocupem pela primeira vez a oposição de maior liderança da OEA.Durante seu mandato, foi um duro crítico do governo venezuelano e descreveu o presidente Nicolás Maduro como um “ditador”. Após embates constantes, a Venezuela começou em abril de 2017 o procedimento para retirar-se da OEA, que deve ser concluído em abril de 2019. No entanto, Almagro afirma que o caso está “pendente” porque foi denunciado como inconstitucional por “órgãos legítimos” venezuelanos.Este ano, o secretário-geral esteve envolvido em uma controvérsia após a visita à cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, que tem recebido muitos migrantes do país vizinho. Na ocasião, Almagro disse que “a intervenção militar não deve ser descartada”, desencadeando críticas.O uruguaio afirmou que suas declarações foram mal interpretadas, afirmando que era contra “qualquer intervenção armada”.
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