Futura ministra dos Direitos Humanos afirma que homens e mulheres não são iguais


BRASÍLIA – A futura ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, tem uma filha indígena, é pastora da Igreja Quadrangular e trabalha como assessora no Congresso Nacional há mais de 20 anos, sempre próxima da bancada evangélica.Damares foi anunciada nesta quinta-feira como ministra da nova pasta criada: Mulher, Família e Direitos Humanos. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, ela afirmou que homens e mulheres não são iguais, que é preciso inserir transexuais no mercado de trabalho e que o casamento homoafetivo é um direito adquirido. Afirmou também que vai brigar para abrigar a Funai em sua pasta e que é defensora dos indígenas.Em uma visita ao gabinete de transição na semana passada, Damares foi convidada a assumir um órgão de Direitos Humanos e Mulheres, que ainda não se sabia se seria ou não ministério. Ela aceitou o convite após conversar com seu chefe, o senador Magno Malta (PR-ES).Como se deu sua militância pelos direitos humanos?São anos na estrada na defesa da infância. A cada momento da minha vida, encontrei um grupo de crianças mais vulnerável que o outro. Nasci no Paraná, mas me criei entre Sergipe e Bahia. Em Aracaju, comecei com meninos e meninas de rua, por volta de 1984. Fui professora desde muito cedo. Estava em sala de aula há 15 anos, já, e trabalhava com a primeira infância. Às vezes o aluno não vinha porque algo tinha acontecido. “Meu irmão morreu”, “meu irmão está preso”. Eram meninos que estavam na rua. Militei algum tempo no movimento Meninos de Rua, atendendo meninos que estavam se prostituindo, cheirando cola.Como combater a violência contra a mulher?Nós vamos ter que fazer uma revolução cultural. Todos os meninos vão ter que
entregar flores para as meninas nas escolas, para entender que nós não somos
iguais. Quando a teoria de gênero vai para a sala de aula e diz que todos são
iguais e que não tem diferença entre menino e menina, as meninas podem levar
porrada, porque são iguais aos meninos. Somos frágeis, mas somos muito
especiais, fazemos coisas que eles não conseguem fazer. Vamos proteger as
crianças, as grávidas e mostrar que uma nação que teve uma mulher presidente da
República tem tudo para ser o melhor país do mundo para mulheres.LEIA AQUI A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
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