Furna da Onça: Justiça mantém prisões temporárias por risco de obstrução


RIO – A Justiça negou, nesta sexta-feira, os pedidos de sete dos acusados com prisão temporária, decretada na Operação Furna da Onça. Em sua decisão, o desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Seção Especializada do TRF2, chamou atenção para os indícios de vazamento de informações sobre as diligências realizadas pela Polícia Federal. As suspeitas de ocultação de provas foram relatadas pela autoridade policial.

“ […] vê-se que há indicativos fortes de que as diligências para recolhimento de elementos de convicção, que deveriam ocorrer em caráter sigiloso, de alguma forma ‘vazaram’, possibilitando, com isso, o conhecimento prévio por parte de investigados, que acabaram, ao que tudo indica, por destruir e ocultar provas”, escreveu o magistrado. Operação PF

Além de determinar a manutenção do prazo das prisões temporárias, que é de cinco dias, o desembargador ordenou que a Polícia Federal realize “todos os esforços para investigar as hipóteses de ‘vazamento’ e destruição de elementos de convicção, capaz até de desaguar em obstrução da Justiça”.

Os pedidos foram apresentados pelas defesas dos deputados estaduais Marcelo Nascif Simão, Jairo Souza Santos, André Correa e Francisco Manoel de Carvalho, da subsecretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro (e ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi), Shirley Aparecida Martins Silva, do secretário estadual de Governo, Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, e do ex-chefe de gabinete de André Correa, José Antonio Wermelinger Machado.


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