Fundador do Escola sem Partido dá aula a procuradores em Brasília


O advogado Miguel Nagib se dedicou a demonstrar, na manhã desta sexta-feira, que há uma doutrinação esquerdista nas escolas que deve ser combatida com leis, processos judiciais e conscientização. “Isso está acontecendo debaixo do nariz do Ministério Público”, queixou-se.O argumento foi feito durante sua palestra no 1° Congresso Nacional do MP Pró-Sociedade, que reuniu um grupo de cerca de 40 promotores e procuradores de todas as regiões do Brasil.Em sua exposição, Nagib exibiu uma série de imagens de pessoas que ele identificou professores, vestidos com roupas femininas, maquiados ou de batom. “Isso é pura manipulação, um rapaz vestido de noiva”, argumenta. “Gera uma bagunça, uma confusão na cabeça das crianças.”Fervoroso, defendeu o embasamento do projeto de lei do Escola sem Partido, que tramita em uma comissão especial da Câmara dos Deputados para virar lei federal, e já foi aprovado em dezenas de municípios.Citou, ainda, a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), que estabelece o direito dos pais de que os filhos “recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”.Como respeitar a moralidade dos pais, se o professor eventualmente tiver princípios diferentes? “É calando a boca e não falando de religião e moral”, pontuou Nagib. “Como um pai vai dizer em casa que algo é pecado e depois o professor vai dizer que não existe pecado? Não pode.”Além da moralidade e da religião, sexo também não deve ser abordado em ambiente escolar, defendeu. “É evidente que, quando o professor coloca um pênis de borracha de 20 cm em cima da mesa para ensinar a colocar uma camisinha, ele está violando o direito à intimidade dos alunos.”Estava presente a deputada federal eleita Bia Kicis (PRP-DF), cunhada de Nagib. “Eu fico triste quando vejo os estudantes defendendo quem quer doutriná-los”, desabafou sobre o que tem testemunhado nas audiências públicas e na comissão da Câmara. “É geração perdida, tem que partir pra proxima. Essas crianças, adolescentes já estão intoxicados, zumbificados.” promotores”Não existe uma disciplina de ética do magistério (na faculdade). Isso é um crime premeditado, porque eles não querem que os professores reflitam sobre essas questões. Na hora que os professores pensarem cinco minutos no que estão fazendo, vão querer se esconder debaixo da cama de vergonha.”Ao mostrar a foto de uma adolescente com um cartaz “Fora Temer”, Nagib disse, ainda: “Essa criança não tem seis anos de idade”. Exibiu uma lista mostrando que, entre os candidatos das eleições de 2018, a maior proporção de professores estava em partidos de esquerda, como PSOL e PT. “É um elemento de prova de que há um problema sistêmico”, defendeu.
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