Foragida, 'avó nazista' condenada por negar o Holocausto é presa

FILES-GERMANY-HOLOCAUST-CRIME-TRIAL-G0H3NE2MH.1.jpgBERLIM – A polícia da Alemanha localizou e prendeu nesta segunda-feira uma figura do negacionismo alemão, Ursula Haverbeck, de 88 anos de idade e conhecida como a “avó nazista”, depois que ela não se apresentou para cumprir uma sentença de prisão.

“A condenada não compareceu ao término do prazo legal para iniciar sua sentença de detenção, então o escritório do procurador de Verden (Norte) emitiu um mandado de prisão em 4 de maio de 2018”, havia declarado a Procuradoria em um comunicado antes do anúncio da prisão.

A idosa foi localizada nesta segunda-feira em sua residência em Vlotho, segundo a agência de notícias DPA. Ela foi detida e levada imediatamente à prisão.

Haverbeck, condenada oito vezes por suas declarações negacionistas, deve cumprir uma pena total de dois anos de prisão. Ela deveria ter se apresentado para ser presa em 23 de abril.

Sua última sentença, a seis meses de prisão, foi pronunciada em outubro passado. Foi punida por ter declarado em janeiro de 2016 que o genocídio de judeus pelos nazistas não existiu e que nunca houve câmaras de gás em Auschwitz. Haverbeck também foi condenada em 2015 por ter dito que o Holocausto foi “a maior mentira da História”.

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Até agora, a “avó nazista” não passou um único dia atrás das grades. Em seu site, Ursula Haverbeck aparece como “representante do revisionismo histórico” e se orgulha de ser uma “intrépida combatente pela verdade”. Ela foi casada com Werner Georg Haverbeck, um militante de extrema-direita que morreu em 1999, com o qual havia fundado um suposto estabelecimento de ensino conhecido como um covil de negacionistas. O centro foi banido em 2008.

Aproximadamente 1,1 milhão de pessoas, incluindo um milhão de judeus, morreram entre 1940 e 1945 apenas no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. No total, seis milhões de judeus foram exterminados pelos nazistas.


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