Filho de governador eleito, Wilson Witzel, aprova manifestação pela prisão de Pezão


RIO – O cozinheiro Erick Witzel, de 24 anos, filho do governador eleito Wilson Witzel aprovou a manifestação que foi feita em frente à sede da Polícia Federal por causa da prisão do governador Luiz Fernando Pezão. Ele teve um compromisso no Centro e, ao perceber uma movimentação em frente ao prédio, foi até lá para ver o que estava acontecendo. Não se conteve ao ver um homem vestido de Batman com um cartaz onde se lia “Pezão, o seu lugar é na prisão” e “Sorria, Pezão! Você está sendo algemado” e fez fotos com seu celular. O cozinheiro estava prestes a postar no seu Instagram quando foi abordado por repórteres.Surpreso e um tanto envergonhado, aos poucos Eric Witzel foi se soltando e comentou: conteudos-pezao-vizinhos1- Todo tipo de protesto é sempre válido. É sempre bom. Cada um defendendo o que pensa, as suas bandeiras. Tem tudo a ver, acho que isso tudo deve ser divulgado mesmo – disse ele, a 50 metros do portão principal na sede da Polícia Federal no Rio, na Praça Mauá.Antes de fazer fotos da manifestação em frente a sede da PF, o filho do governador eleito passou pela Avenida Venezuela e gostou de um painel:- É um painel na Avenida Venezuela, um mural enorme numa escola pública com todos os artigos dos direitos humanos. Achei ótimo e registrei. Vou postar no meu Instagram.Erick ficou conhecido depois que publicou desabafo em seu Instagram, após o resultado do 1º turno das eleições, quando o pai foi para o segundo turno. Em seu “stories” na rede social, pouco depois de a apuração, ele disse que era “um dia triste para a história do nosso estado e do nosso país”. Ao GLOBO, pouco antes do segundo turno, ele disse que o pai desrespeitou a sua privacidade ao mencioná-lo em reportagens como seu filho trans, algo que, segundo ele, havia pedido que não acontecesse. “Eu me senti usado nas entrevistas que ele deu”, afirma o jovem. À CBN em 12 de setembro, por exemplo, o ex-juiz citou o filho, sem ser questionado: “Para mim, esse negócio de ideologia de gênero tem que ser resolvido em casa. Escola é para ensinar matérias propedêuticas, de formação profissional. Eu tenho um filho trans, e a gente discutiu em casa. Meus três filhos hoje chamam o meu filho de Erick – ele era Erika -, e a gente convive muito bem com isso”.Cinco dias depois, o jovem enviou uma mensagem ao pai, pedindo que parasse de citá-lo em entrevistas. O ex-juiz respondeu: “ciente”. Os dois não se falaram mais desde então, e o candidato de fato não voltou a mencionar o filho.
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