Falta de autonomia e uso político no Flamengo pesaram para não de Renato


Em debate na Rádio Globo na última segunda-feira, os candidatos a presidente do Flamengo Rodolfo Landim, da chapa roxa, e Ricardo Lomba, da chapa rosa, afirmaram, usando o tempo verbal no presente, que a torcida ficaria (“vai ficar”) feliz com o treinador da equipe em 2019. Mesmo sem ninguém citar o nome de Renato Gaúcho, o uso político da possível contratação pesou para o treinador renovar com o Grêmio. Portaluppi preferiu manter-se próximo a uma diretoria em que confia e tem carta branca.Ambos os grupos políticos do Flamengo acreditavam que Renato Gaúcho diria o tão esperado sim às propostas encaminhadas a seus representantes durante estadia do Grêmio no Rio, desde a última quinta-feira. Em uma semana, no entanto, Renato teve acesso a informações que o desagradaram. Com a proposta das chapas do Flamengo em mãos, sinalizou que voltaria para o Grêmio para decidir o que fazer. Em princípio, não demonstrava incômodo com a procura de outras equipes, já que tinha contrato até o fim do ano. Mas ao tomar conhecimento de alguns comentários vindos do Flamengo, de que ele já teria aceitado a oferta da situação e da oposição, desconfiou.”Quem fala o que quer, uma hora vai ouvir o que não quer”, disse, na quinta-feira passada, ainda no Rio. No dia seguinte, o técnico comandou um treino do Grêmio no CT do Fluminense e focou no jogo com o Vitória no domingo. Nesse período as conversas com os representantes do Flamengo aconteciam através do empresário Gerson Olbemburg, que foi orientado a não dar declarações. De volta a Porto Alegre, onde sabe que teria estabilidade por mais um ano no Grêmio, Renato passou a ponderar a oferta do Flamengo e se colocou enfim à disposição de ouvir o seu atual clube, que já havia apresentado proposta de renovação. O técnico sabia que se ficasse manteria toda sua comissão técnica. E se fosse teria que levar apenas seu auxiliar, Alexandre Mendes. Mesmo assim, até terça-feira, Renato declarou a pessoas próximas que não estava decidido, uma vez que o projeto no Flamengo era sedutor. Entretanto, deixou claro que não sentaria com outro clube enquanto nao terminasse as conversas com o Grêmio.Na terça-feira, antes de se reunir com os dirigentes e a presentar a sua contraproposta, novas informações chegaram a Renato sobre o aceite das ofertas das chapas rubro-negras. E veio a irritação. O treinador achou estranho ver que já davam a ida para o Flamengo como certa.”Incrível como as pessoas já sabem do meu sim sem eu não ter dado sim para nada. Deixa falarem o que quiserem. Peixe morre pela boca”, avisou. O jornal Zero Hora publicou ainda que Renato saiu do sério quando foi levado a ele pelo Grêmio que teria havido a indicação do zagueiro Kannemman ao Flamengo. O treinador negou e disse que não indicaria sem antes mudar de clube. Após a sinalização de que Renato ficaria no Grêmio, representantes das duas chapas trataram de recuar no otimismo e também na devoção a Renato Gaúcho. Mas já era tarde.
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