Exposição do Masp é eleita uma das melhores do ano pelo New York Times


RIO – Os críticos de arte do New York Times elegeram a exposição brasileira ‘Histórias afro-atlânticas’ como uma das melhores de 2018. A mostra coletiva, carro-chefe do eixo temático de mesmo nome que pautou o ano no Museu de Arte de São paulo (Masp), é a primeira das dez mostras eleitas pelo crítico Holland Cotter, um dos três principais críticos de arte do jornal americano, que divulgou a lista completa nesta quarta-feira. No total, Cotter, Roberta Smith e Jason Farago selecionaram 24 exposições que se destacaram no período, a maioria nos Estados Unidos – além de quatro que foram consideradas decepcionantes por Roberta Smith.’Histórias afro-atlânticas’, que esteve em cartaz entre junho e novembro, foi resultado de uma parceria entre o Masp e o Instituto Tomie Ohtake. Com curadoria de Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes, Lilia Schwarcz e Tomás Toledo, a mostra apresentava 380 trabalhos sobre arte africana, latino-americana e européia dos últimos cinco séculos, registrando o que pode ser considerada a maior diáspora da história moderna. Afinal, quase metade de todos os africanos capturados pelos comerciantes de escravos foi trazida para o Brasil, desde a época em que os portugueses chegaram ao país, no século XVI, até o século XIX. Entre o ítens expostos estavam peças do holandês Albert Eckhout, da era colonial; de grandes nomes modernos, como Théodore Géricault e Paul Cézanne, e de artistas contemporâneos, como Glenn Ligon, Kara Walker e Hank Willis Thomas. A lista do melhor no mundo das artes em 2018 do New York Times reúne o que “abalou o mundo” de seus críticos de arte este ano: eventos artísticos notáveis, obras em museus e galerias e artistas emergentes. Ao abrir sua seleção, no site do jornal, Cotter considera 2018 “um ano politicamente estremecido”. “Ao mesmo tempo, um espírito de resistência estava se formando, e alguns projetos críticos se concretizaram”, observou ele, que considerou a mostra brasileira “de encher os olhos”. Segundo o crítico, a imensa exposição “mudou a mentalidade sobre como um mal imenso, a escravidão, revolucionou um hemisfério”. O crítico observou que a mostra foi encerrada “apenas uma semana antes de o Brasil eleger Jair Bolsonaro, um populista de direita, na mudança mais radical do país desde a ditadura militar de décadas atrás”.
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One Reply to “Exposição do Masp é eleita uma das melhores do ano pelo New York Times”

  1. Está exposição não foi só do Masp, foi também do Instituto Tomie Ohtake. Aconteceu nos dois espaços paulistanos ao mesmo tempo. Portanto o título da matéria está incompleto.

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