Exportadoras de soja já avaliam declarar 'força maior' por protestos, diz Anec

A “força maior” é declarada quando uma das partes avalia não ser possível honrar o acordo firmado em razão de fatores externos a sua operação. Colheita de soja
Fernando Correia / TV Oeste
Algumas empresas exportadoras de commodities com operações no Brasil já estão analisando a possibilidade de declarar “força maior” nos embarques de soja, disse à Reuters um representante do setor, em meio aos impactos dos protestos dos caminhoneiros, que já duram nove dias.
“Alguns exportadores já estão informando as contrapartes sobre a possibilidade de ‘default’. Alguns associados já estão analisando a possibilidade de declarar ‘força maior'”, disse o assistente executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Lucas Trindade, sem revelar nomes.
A “força maior” é declarada quando uma das partes avalia não ser possível honrar o acordo firmado em razão de fatores externos a sua operação.
É o que se verifica com a soja, principal item da exportação brasileira e cuja safra, que acabou de ser colhida, registrou um recorde de quase 120 milhões de toneladas neste ano.
“O porto de Santos (SP) não recebe carga por rodovia desde o dia 21 de maio, só por ferrovia, mas ainda há estoques. Em Paranaguá a situação é pior. O porto vive uma situação muito curta de estoques”, destacou Trindade.
Ambos os terminais são a principal rota de escoamento da soja brasileira.
Na véspera, o diretor-geral da Anec, Sergio Mendes, havia alertado para a possibilidade de país não conseguir exportar tudo o que se espera em termos de grãos neste ano.
Pelas estimativas de diversas entidades e consultorias, o Brasil deve embarcar em 2018 um recorde de mais de 70 milhões de toneladas da oleaginosa. O país é líder global em vendas da oleaginosa.
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