Executiva da Huawei comparecerá ao tribunal no Canadá nesta sexta-feira


VANCOUVER/TORONTO — Meng Wanzhou, diretora financeira e filha do fundador da Huawei Technologies, que se encontra presa no Canadá, comparecerá nesta sexta-feira ´perante um tribunal de Vancouver, que decidirá se irá conceder à executiva liberdade condicional enquanto ela aguarda uma possível extradição para os Estados Unidos. Meng, de 46 anos, foi detida no sábado, a pedido dos EUA.A prisão, revelada pela autoridades canadenses no fim da noite de quarta-feira, é parte de uma investigação dos EUA sobre um suposto esquema para usar o sistema bancário global para contornar as sanções de Washigton contra o Irã, disseram pessoas a par do assunto.A notícia abalou os mercados acionários globais pelo temor de que a medida possa agravar uma guerra comercial entre os EUA e a China, após uma trégua ter sido acordada, no sábado, entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Trump não sabia sobre a prisão antecipadamente, disseram duas autoridades americanas na quinta-feira, em uma aparente tentativa para evitar que o incidente impeça as negociações para resolver a disputa comercial. Os detalhes do caso contra Meng, que comparecerá perante ao Supremo Tribunal de British Columbia, ainda são escassos. O Departamento de Justiça do Canadá se recusou a fornecer detalhes sobre o caso e Meng conseguiu uma proibição de publicação, o que restringe a capacidade da imprensa de informar sobre as provas ou documentos apresentados no tribunal.O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, disse nesta sexta-feira que nem o Canadá nem os EUA forneceram à China evidências de que Meng violou qualquer lei nesses dois países, e reiterou a exigência de Pequim de que ela seja libertada.A Huawei, que confirmou a prisão de Meng, disse na quarta-feira que “a empresa recebeu poucas informações sobre as acusações e não tem conhecimento de qualquer irregularidade da Sra. Meng”.A equipe da Huawei, informada por um memorando interno, disse à Reuters nesta sexta-feira que a companhia havia nomeado o presidente do conselho Liang Hua como vice-presidente financeiro, após a prisão de Meng. A mídia estatal chinesa criticou a detenção de Meng, acusando os EUA de “sufocar” a Huawei e frear sua expansão global.
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